Apocalipse verso a verso capítulo 02 - Estudos Bíblicos Adventistas

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Apocalipse verso a verso capítulo 02

O Apocalipse Verso a Verso - Índice
Apocalipse Verso a Verso - Graciela E. Rodrigues
Os capítulos 2 e 3 de Apocalipse revelam o conteúdo de cartas que o próprio Jesus ditou ao apóstolo João às 7 igrejas. Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodiceia. No estudo anterior vimos que estas 7 igrejas representam os períodos pelos quais a Igreja de Deus passou. Nas cartas, encontramos o retrato da relação de Cristo com as diferentes fases da Igreja ao longo da era Cristã.

Através das cartas, Jesus faz elogios, censuras, exortações, advertências e promessas ao seu povo, desde sua crucificação até os dias de hoje. As 7 igrejas estavam localizadas na Ásia e a primeira delas, Éfeso, foi fundada pelos próprios Apóstolos.

Você vai notar que ao terminar o conteúdo das cartas, Jesus diz: Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. Essas palavras confirmam que as mensagens expressas por Cristo é para todos os seus seguidores. São mensagens de Jesus para mim e para você.

I- A igreja de Éfeso

Éfeso era uma importante cidade na província romana da Ásia. O que fazia da cidade uma atração mundial era o famoso templo de Diana, a denominada “deusa da fertilidade” dos efésios. A maioria das pessoas que viviam na cidade adorava deuses pagãos. Paulo fundou uma igreja cristã em Éfeso e João viveu ali algum tempo. A carta de Cristo dirigida à igreja de Éfeso representa a mensagem que Ele tinha para o primeiro período da igreja cristã.

O Período relacionado à igreja de Éfeso vai do ano 31 d.C ao ano 100 d.C. A palavra Éfeso significa “desejável”. Essa palavra descreve o caráter e a condições espirituais da igreja cristã em sua primeira etapa. Por muitas razões era a igreja apostólica “desejável” aos olhos de Deus:

1) Foi fundada diretamente por Cristo

2) Era totalmente fiel aos princípios fundamentais de doutrina de Cristo

3) Possuía o poder sem limites do Espírito Santo

4) Deu o mais poderoso testemunho em favor de Jesus

5) Suas obras missionárias foram inigualáveis. 30 anos foi o tempo em que os Apóstolos pregaram o evangelho de Jesus por várias partes do mundo.

Apoc.2:1 – “Ao anjo da igreja de Éfeso escreve: Isto diz aquele que tem na mão direita as sete estrelas, que anda no meio dos sete candeeiros de ouro:”

Anjos – Mensageiros

Sete estrelas -anjos (mensageiros ou emissários) das sete igrejas

Sete candeeiros -Sete igrejas

Jesus faz menção sobre Ele mesmo como sendo o autor das mensagens que seu apóstolo João escreveu.

Apoc.2:2 -“Conheço as tuas obras e o teu trabalho e a tua perseverança, e que não podes suportar os maus, e que puseste à prova os que se dizem apóstolos e não o são e os achastes mentirosos.”

“Eu sei as tuas obras” – Elogio de Jesus aos Seus seguidores; é um incentivo para se apegarem às boas obras e renunciarem as más. Nada passa despercebido por Ele.

Ainda no tempo dos apóstolos, começaram a se manifestar os “maus”, dentro da igreja. Ananias e sua esposa Safira foram os primeiros que de alguma maneira queriam mudar os ensinos de Jesus, mas houve muitos deles. Porém Jesus aprova a perseverança dos que criam em seu nome em manter as leis e ensinos puros e retos.

Apoc.2:3 -“Tens perseverança e por causa do meu nome sofreste e não desfaleceste”

A igreja apostólica foi muito perseguida pelos judeus e pelos romanos. Nero incendiou Roma em 19 de Julho de 64. Os historiadores falam com indignação da crueldade de Nero para com os cristãos, sempre incessantemente perseguidos. A perseguição implacável durou 4 anos, até a morte de Nero.

Embora perseguidos os cristãos eram pacientes e conformados, pois sabiam em Quem criam. Outro elogio de Jesus diz respeito ao trabalho missionário de Sua igreja. O trabalho missionário do período de Éfeso foi o mais grandioso de toda a história da igreja. Os apóstolos caminharam pelos quatro cantos do mundo para pregar o evangelho.

Apoc. 2:4 -“Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor”.

Jesus, em seu amor, repreende seu povo sempre que necessário. A gloriosa igreja que em apenas 30 anos evangelizou o mundo é, por fim, acusada da perda do primeiro amor. Não é o caso que a igreja não amasse mais a Deus, a Jesus e a Sua verdade. Mas já não era aquele primeiro amor.

A discussão de assuntos sobre doutrinas sem importância ocupou o tempo que devia ser usado para pregar o Evangelho. Foi nessa hora crítica da igreja que João foi isolado na ilha de Patmos. Quase todos os outros apóstolos já estavam mortos.

E, até os nossos dias, o cristianismo sente falta do primeiro amor, do primeiro entusiasmo. A história ainda se repete. Quantos cristãos aceitam o evangelho com fervor e entusiasmo, para depois, com o correr do tempo, esfriarem, e se deixarem tomar pelo desânimo. Jesus nos chama de volta, nos chama para a beleza do primeiro amor.

Apoc.2:5 -“Lembra-te de onde caíste! Arrepende-te e pratica as primeiras obras. Se não te arrependeres, brevemente virei a ti e removerei do seu lugar o teu candeeiro, se não te arrependeres”.

Uma admoestação e uma advertência – Deus não estava alheio à gravidade do perigo. Deus apela para que todo cristão faça três coisas:

Lembrar-se do momento ou circunstância que o fez se separar das verdades bíblicas;

Arrepender-se e praticar as primeiras obras de fé e fervor.

Se a igreja não voltasse às primeiras obras o candeeiro seria retirado. Isso significava que Jesus privaria a igreja da luz e das bênçãos do evangelho, para confiá-las a outras mãos.

Como cristãos devemos verificar se estamos ou não sob a influência do “primeiro amor”. A indiferença é a pior coisa na vida espiritual. A proposta de Jesus é transformação de vida.

Apoc.2:6 -“Tens, porém, a teu favor, que odeias as obras dos nicolaítas, as quais Eu também odeio”.

Os nicolaítas faziam parte de uma seita fundada por Nicolau, da Antioquia. Se diziam cristãos, mas consideravam normal o adultério e outras práticas odiadas por Deus. Eles achavam que a fé em Jesus os liberava da obediência aos Dez Mandamentos.

Cristo sempre se preocupava em não apenas apontar os erros, mas em oferecer a cura.

Apoc.2:7 -“Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. Ao que vencer, dar-lhe -ei a comer da árvore da vida, que está no paraíso de Deus”.

“Quem tem ouvidos” – A advertência é para todos!

Mas, vencer o que? O que há para ser vencido? O pecado. A promessa ao vencedor é bem clara: participação “da árvore da vida que está no paraíso de Deus”. Duas pessoas apenas, da família humana – Adão e Eva – provaram da árvore da vida, quando ainda em estado de inocência e pureza. O acesso à árvore da vida foi uma das maiores perdas do homem. Mas Jesus assegura devolver essa bênção ao vencedor.

II- A igreja de Esmirna

Esmirna é uma das cidades mais antigas do mundo. Atualmente é chamada Izmir, e é a terceira maior cidade da Turquia. Fica ao norte de Éfeso, numa linha da baía do Mar Egeu, Grécia. O Período relacionado à igreja de Esmira vai do ano 100 d.C ao ano 313 d.C.

A palavra esmirna significa “mirra”, “perfume” ou “cheiro suave”. Compreendemos que a igreja, no segundo período de sua história, seria esmagada por perseguições de seus adversários; porém, na opressão, liberaria o suave perfume da fidelidade e do amor a Jesus.

Apoc.2:8 – “Ao anjo da igreja de Esmirna escreve: Isto diz o primeiro e o último, o que foi morto e reviveu”.

Jesus faz menção sobre Ele mesmo como sendo o autor das mensagens que seu apóstolo João escreveu.

Apoc.2:9 -“Conheço a tua tribulação e a tua pobreza, mas tu és rico, e a blasfêmia dos que se dizem judeus e não o são, mas são sinagoga de Satanás”.

“Eu sei as tuas obras”, é a frase de Cristo em cada uma das sete cartas, antes de referir-Se à condição da igreja em cada período. Por si só esta frase constitui uma denúncia ou um elogio às obras de cada cristão. É muito importante que cada cristão medite nesta frase dirigida à igreja e analise sua condição espiritual.

A pobreza que enriquece – Jesus diz à igreja que sabia de sua pobreza material, mas que ela era rica, pois tinha muita fé.

Falsos judeus – A acusação de Cristo de que na igreja de Esmirna havia falsos judeus, equivale a dizer que havia nela falsos cristãos. Afirmou Jesus que esses pertenciam à “sinagoga de Satanás”.

Apoc.2:10 -“Não temas as coisas que estás para sofrer. Escutai: o diabo lançará alguns de vós na prisão, para que sejais provados, e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até a morte, a dar-te-ei a coroa da vida”.

Sabemos que nas profecias das Sagradas Escrituras, um dia equivale a um ano. Em vez de dias literais, temos aqui dez anos proféticos de perseguição contra a igreja do período de Esmirna.

Essa perseguição sem trégua durou dez anos, de 303 e 313, durante o governo do imperador Diocleciano. Foi a maior perseguição que a igreja cristã recebeu durante o domínio da Roma pagã, o Imperador não queria apenas matar todos os cristãos, mas acabar com o Cristianismo na face da Terra.

Apoc.2:11 -“Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. O que vencer, de modo algum sofrerá o dano da segunda morte”.

Pela primeira vez no Apocalipse é feita uma menção à segunda morte. Só o cristão vencedor não passará pela experiência da segunda morte.

Mas o que é a segunda morte? Segundo uma citação de um autor desconhecido: “É o resultado da persistência do homem em pecar voluntariamente”. Todos os ímpios serão ressuscitados para a segunda morte ou condenação. Entretanto, aos fiéis, Jesus garantiu a vitória sobre a segunda morte.

III- A igreja de Pérgamo

Pérgamo era uma cidade universitária, famosa pelos seus mestres na arte de curar. Tinha uma biblioteca com 200 mil rolos. Esses rolos eram feitos de pelica, uma forma refinada de couro.

Pérgamo, é uma modificação da palavra pelica. O rei de Pérgamo recebia o título de “Pontífice Máximo”, que significa: “o Edificador da Grande Ponte”.

Nisto vemos uma semelhança com a torre de Babel, cujo propósito era alcançar o céu por esforços humanos. Quando o rei de Pérgamo entregou seu reino aos romanos, todo este culto foi transferido para Roma.

Assim, o título “Pontífice Máximo” foi absorvido pelo cristianismo romano. Pérgamo tornou-se, assim, um elo entre a antiga Babilônia e a moderna Roma.

O período relacionado à igreja de Pérgamo foi de 313 d.C a 538 d.C. A palavra Pérgamo significa “exaltação”, “elevação”, porque a própria cidade estava edificada 1000 pés acima do nível do vale. Este significado descreve o caráter e a vida espiritual da igreja em seu novo período.

Apoc. 2:12: “Ao anjo da igreja em Pérgamo escreve: Isto diz Aquele que tem a espada afiada de dois gumes.

Jesus Se apresenta à igreja deste período como uma espada de dois gumes. Espada “palavra de Deus que penetra até a medula”, diz Paulo, “que interpreta os pensamentos e intenções do coração” (Heb.4:12).

Apoc. 2:13: “Sei onde habitas, que é onde está o trono de Satanás. Contudo, reténs o meu nome, e não negaste a minha fé, mesmo nos dias de Antipas, minha fiel testemunha, o qual foi morto entre vós, onde Satanás habita”.

É a terceira vez que Jesus diz estar a par das obras de Sua igreja. Esta carta é uma veemente denúncia. Jesus sabia que a igreja estava se aliando ao mundanismo, dando início à apostasia.

Deste período da igreja de Pérgamo, de 313 a 538, ou de Constantino a Justiniano, em que ela foi considerada Igreja Imperial, disse Jesus que ela habitava no “trono de Satanás”. Jesus lamentava que Sua igreja escolhesse para sede a mesma cidade onde estava o trono de Satanás, a cidade dos Césares – Roma.

Conivência Com o Erro

Apoc.2:14: “Todavia, tenho algumas coisas contra ti; Tens aí os que seguem a doutrina de Balaão, o qual ensinava Balaque a lançar tropeços diante dos filhos de Israel, levando-os a comer das coisas sacrificadas aos ídolos, e praticar a prostituição”.

A doutrina de Balaão pode ser resumida como idolatria pagã. Como o paganismo não podia vencer a igreja, então fez amizade com ela. Assim, paulatinamente, as práticas e cerimônias pagãs foram sendo introduzidas aos poucos no cristianismo, para amenizar as perseguições.

Dessa forma, o cristianismo passou a freqüentar as cortes e palácios dos imperadores, trocando a simplicidade de Cristo e de seus apóstolos pela pompa e orgulho dos sacerdotes; em lugar dos mandamentos de Deus, entraram teorias e tradições humanas.

Assim como fez com Balaão, Satanás corrompeu a igreja através de uma aliança com o mundo. Na pessoa de Constantino, a igreja subiu ao trono dos Césares e reinou como uma rainha. Houve uma mútua transigência e tolerância entre o cristianismo e o paganismo. Por causa da influência pagã, o cristianismo mudou tanto que se tornou um paganismo batizado.

Apoc. 2:15: “Assim tens também alguns que seguem a doutrina dos nicolaítas”.

Apoc. 2:16: “Arrepende-te, pois! Se não em breve virei a ti, e contra eles batalharei com a espada da minha boca”.

A igreja foi chamada ao arrependimento, ao abandono das doutrinas de Balaão e dos nicolaítas: a idolatria e a prostituição da verdade.

Apoc. 2:17: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. Ao que vencer darei do maná escondido, e lhe darei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe”.

Quando qualquer pessoa entre os gregos era acusada de crimes contra o Estado e era julgada pelos cidadãos, eles votavam por absolvição com uma pedra branca; e por condenação, com uma pedra preta. Cristo, o único juiz do Seu povo, ao prometer dar aos vencedores uma pedra branca, está lhes dando a certeza da absolvição.

IV- A igreja de Tiatira

Das sete cartas, esta foi a mais longa. A cidade de Tiatira estava localizada numa região estratégica para muitos negócios. Tinham como fonte de renda uma brilhante tintura vermelha, conhecida como púrpura. Pode ser considerada a Igreja da Idade Média. O período relacionado a Tiatira foi de 538 d.C até 1517 d.C.

A palavra Tiatira significa “sacrifício”, “dificuldade”, que bem descreve a situação da igreja em sua quarta etapa. A igreja foi perseguida de morte pelo papado romano, principalmente no movimento chamado de inquisição.

Apoc. 2:18: “Ao anjo da igreja de Tiatira escreve: Isto diz o Filho de Deus, que tem os olhos como chama de fogo, e os pés semelhantes a latão reluzente:”

Cristo Se apresenta à Sua igreja neste período, pela primeira vez e a única em todo o Apocalipse, como “Filho de Deus”, exatamente porque sabia que o lugar do Filho de Deus seria usurpado por aquele que se apresentaria como Seu substituto na terra. A igreja não deveria trocar de Senhor.
Apoc. 2:19: “Conheço as tuas obras, e o teu amor, e o teu serviço, e a tua fé, e a tua perseverança, e sei que as tuas últimas obras são mais numerosas do que as primeiras”.

Jesus elogia Seu povo. Foi o período que precedeu à grande obra da Reforma. Reconhecido também por “Igreja do Deserto”, época das grandes perseguições de Roma papal, contra o povo de Deus.

Neste tempo adverso, a igreja cristã manifestou fé, paciência e consagração. A história dos Valdenses é uma prova disso. Rejeitando a supremacia dos papas, eles mantinham a Escritura Sagrada como única autoridade suprema e infalível. Escondidos nas montanhas e em cavernas, dedicavam-se a copiar as Escrituras, capítulo por capítulo, versículo por versículo. Por isso, a palavra de Deus foi conservada através dos séculos.

Seguidores de Jezabel

Apoc.2:20: “Mas tenho contra ti que toleras a Jezabel, mulher que se diz profetisa. Com o seu ensino ela engana os meus servos, seduzindo-os a se prostituírem e a comerem das coisas sacrificadas aos ídolos”.

Na igreja de Pérgamo havia os que seguiam a doutrina de Balaão – idolatria e prostituição. Na igreja de Tiatira, é mencionado haver uma mulher ensinando e enganando também com idolatria e prostituição.

Mas, quem era a Jezabel da época da igreja de Tiatira?

A mulher é empregada nas profecias como símbolo de igreja. Se a profecia fala que a igreja verdadeira é simbolizada por uma mulher virgem e pura, então aquela mulher que ensina a mentira para enganar só pode representar uma igreja falsa.

Conseqüentemente, a Jezabel de Tiatira representa uma falsa igreja que ensina idolatria e prostituição das doutrinas de Cristo.

A Jezabel, do antigo Testamento, praticou várias obras detestáveis aos olhos de Deus:

1) Ela se casou com o rei Acabe e tornou-se rainha de Israel;

2) Por ser filha de um rei pagão, ela introduziu a idolatria entre o povo de Deus;

3) Proibiu o verdadeiro culto a Jeová;

4) A adoração ao Sol tomou o lugar da adoração a Jeová;

5) Trouxe sacerdotes pagãos para Israel;

6) Perseguiu até à morte os verdadeiros servos de Deus;

7) Os que se recusavam a deixar de adorar a Deus eram mortos (I Reis 16-21).

Diante disso, é de se perguntar: Quem foi a Jezabel, ou a igreja, que, nos séculos do período de Tiatira, introduziu na Igreja Cristã a idolatria, que proibiu o verdadeiro culto a Deus, que tinha um grande número de sacerdotes sob suas ordens e que perseguiu os servos de Deus que se opunham à sua autoridade?

Apoc. 2:21: “Dei-lhe tempo para que se arrependesse da sua imoralidade, mas ela não quer se arrepender”.

A profecia diz que Deus concedeu um tempo para que essa igreja, a Jezabel, se arrependesse de sua prostituição espiritual, mas não se arrependeu. Todo afastamento dos princípios fundamentais de Cristo é prostituição e apostasia.

Apoc. 2:22: “Portanto, lançá-la-ei num leito de dores, bem como em grande tribulação os que com ela adulteram, caso não se arrependam das obras que ela incita”.

Apoc. 2:23: “Ferirei de morte a seus filhos. Então todas as igrejas saberão que Eu sou aquele que esquadrinha os rins e os corações, e darei a cada um de vós segundo as vossas obras”.

Apoc. 2:24: “Digo-vos, porém, a vós, os demais que estão em Tiatira, a todos quantos não têm esta doutrina, e não conheceram, como dizem, as profundezas de Satanás, que outra carga não porei sobre vós”.

Todo desvio da doutrina correta é considerado adultério. Como conseqüência, todos os que persistirem voluntariamente com essa igreja na idolatria e prostituição, após receberem o pleno conhecimento da verdade, terão que enfrentar as sete pragas que serão estudadas no capítulo 16.
Os “filhos” de Jezabel são evidentemente os adeptos desta falsa igreja. Estes, se não se arrependerem a tempo, como assegura a profecia, conhecerão a segunda morte, porque serão julgados e condenados segundo as suas próprias obras e não segundo as obras de Cristo.

Um Depósito Sagrado

Apoc. 2:25: “O que tendes, retende-o até que eu venha”.

A eterna verdade do evangelho de Cristo foi confiada à Sua igreja nesta Terra. Por nada no mundo a igreja pode descuidar deste patrimônio. O desejo de Cristo é que Seus seguidores defendam a verdade à todo custo.

Apoc. 2:26: “Ao que vencer, e guardar até o fim as minhas obras, Eu lhe darei autoridade sobre as nações,”

Apoc. 2:27: “e com vara de ferro as regerá, quebrando-as como são quebrados os vasos de oleiro; assim como também recebi autoridade de meu Pai.”

Apoc. 2:28: “Também lhe darei a estrela da manhã”.

A estrela da manhã é Jesus (Apoc. 22:16). Ele oferece a Si mesmo, para ser a nossa companhia.

Apoc. 2:29: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas”.

Durante a Idade Escura, cada região da Europa esteve sob a inspeção direta da igreja. Não somente reis em seus tronos, mas até pessoas comuns, em suas próprias casas, se submetiam ao poder de Roma. A igreja colocou-se entre o rei e os seus súditos, pais e filhos, maridos e mulheres.

Os segredos dos corações eram abertos no confessionário. A igreja ensinou que as pessoas eram salvas pelas boas obras. Penitência e indulgências tiraram o pão de muitas bocas. Um forte governo, com um domínio como jamais foi visto, assentou-se no trono.

No próximo estudo vamos conhecer as mensagens às igrejas de Sardes e Filadélfia.
Texto da Jornalista Graciela E. Rodrigues, inspirado em palestra do Dr. Mauro Braga, advogado em S. Paulo.

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