Estudo 02 - Os 7 Mistérios de Cristo - Estudos Bíblicos Adventistas

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Estudo 02 - Os 7 Mistérios de Cristo

Mistérios do Apocalipse
Aqui estamos, meu prezado ouvinte da Rádio Pérola, de volta para o nosso estudo dos Mistérios do Apocalipse. Hoje o nosso Tema é: Os 7 Mistérios de Cristo.
 
Como vimos, Mistério na Bíblia é um conhecimento que antes estava escondido, mas que foi revelado. O Apocalipse é a Revelação de Jesus Cristo. Ele é o Personagem Central do Apocalipse. Mas quando estudamos a fundo este tema, há muitas coisas que ainda não podemos compreender.   
 
I – O Mistério da Aparência de Cristo  
 
Como o Apocalipse descreve a grandiosidade de nosso Senhor Jesus? Como Ele Se apresentou a João? Ap 1:13-16.
 
1. Como era a Sua roupa? (Ap 1:13): Eram “vestes talares”, ou vestes compridas. Estas eram as vestes sacerdotais, como Arão no passado se vestia, no Antigo Testamento, e representavam a santidade do caráter e ofício. Cristo apareceu diante de João como um Sumo-sacerdote. De fato, Ele foi visto no Céu, no meio dos candeeiros, que eram as 7 lâmpadas que ficam situadas no Lugar Santo do Santuário celestial. Lá Ele ficou como o nosso Mediador, intercedendo por nós.
 
2. Como era o Seu cinto? (Ap 1:13): Ele estava “cingido, à altura do peito, com uma cinta de ouro.” Era o peitoral do sumo-sacerdote, no qual os nomes do Seu povo estão gravados. O ouro é símbolo de majestade, como era usado por todos os reis.
 
3. Como eram Seus cabelos? (Ap 1:14): “Seus cabelos eram brancos como a alva lã, como a neve.” Cabelos brancos representam longevidade, e indicam a sabedoria, e a experiência.  
 
4. Como eram Seus olhos? (Ap 1:14): “Seus olhos eram como chama de fogo” significando o Seu conhecimento agudo, penetrante, e perfeito, tendo a percepção profunda de todas as coisas e pessoas. As palavras de Jesus em Ap 2:23 indicam o significado disso: “Eu sou Aquele que sonda mentes e corações.” Ele sabe de tudo o que se passa em nossa vida. Ele conhece todos os nossos pecados e angústias e Se oferece para nos perdoar e ajudar, dando-nos força para vencer.
 
5. Como eram Seus pés? (Ap 1:15): Seus “pés” eram “semelhantes o bronze polido,” refinado, brilhante. O bronze repesenta estabilidade, poder irresistível e força. Isto significa que Ele tem poder nos pés para esmagar os Seus inimigos, ou sustentar a todos os que poem a sua confiança nEle.    
 
6. Como era a Sua voz? (Ap 1:15): “A voz, como voz de muitas águas.” Era uma voz tonitroante, poderosa, alta e forte, capaz de ser ouvida à distância em todos os lugares.
 
7. Como era Seu rosto? (Ap 1:16): “O Seu rosto brilhava como o  Sol na sua força.” Vemos aqui a magnificência de Jesus. Os discípulos contemplaram a Cristo no monte da transfiguração quando “o Seu rosto resplandecia como o Sol.” [Mt 17:2]. O Sol é símbolo da glória e majestade de Deus. O rosto de Cristo é glorioso, possui uma luz de fulgurante glória. Na Bíblia Ele é conhecido como o Sol da justiça [Ml 4:2], porque o Sol traz luz e calor para os justos, mas também traz o fogo que representa o juízo derramado contra os inimigos.
 
João estava no Monte da Transfiguração e quando viu a Cristo glorificado, caiu de bruços, com grande medo. Agora, na ilha de Patmos, no mar Egeu, ao contemplar de novo a Cristo emoldurado com deslumbrante glória, caiu novamente a Seus pés como morto. Mas Jesus Cristo colocou a Sua mão direita sobre a sua cabeça e lhe disse: “Não temas!”
 
Esta é a mensagem consoladora de nosso Senhor Jesus Cristo. O temor faz parte de nossa natureza débil e fraca. Mas quando estamos com medo, atemorizados por qualquer motivo, Ele Se aproxima de nós, coloca a Sua mão sobre a nossa cabeça prostrada e nos diz, com voz suave, qual música aos nossos ouvidos: “Não temas!”
 
Mas Ele disse mais a João: “Eu sou o primeiro e o último.” João sabia que estas palavras foram ditas por Jeová, em Isa 44:6, onde Ele diz: “Assim diz o SENHOR [Jeová], Rei de Israel, seu Redentor ...: Eu sou o primeiro e Eu sou o último, e além de mim não há Deus.
 
Ora, se Jeová disse: “Eu sou o primeiro e o último!” no Antigo Testamento, e Jesus diz: “Eu sou o primeiro e o último!” no Novo Testamento, então, Jesus era o mesmo Jeová do Antigo Testamento, porque não pode haver dois primeiros e dois últimos. Ademais, Ele disse: “Além de Mim não há Deus!” Portanto, Jesus Se revelou no Antigo Testamento como Jeová e como o único Deus. Esta é a revelação de Jesus Cristo, no Apocalipse. Ele é Jeová Deus.
 
II – O Mistério da Origem de Cristo
 
Quais são os mistérios sobre a Origem de Cristo?
 
1. Mistério da Sua Encarnação: Em Ap 12: 5, lemos a respeito da mulher: “Nasceu-lhe, pois um filho varão.” A mulher, como vimos, representa a Igreja e o “Filho varão” é Jesus Cristo. O Messias é o Filho da Igreja. Cristo foi nascido neste mundo, esperado por séculos, até a “plenitude dos tempos”. Mas este foi um mistério. Paulo, em 1Tim 3:16, identifica este ato de Cristo em nascer Homem como o “mistério da piedade”. Por quê? Porque não era natural, nem compreensível pelas criaturas.
 
Lemos a respeito da bendita virgem Maria, em Mt 1: 18: “Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, sem que tivessem antes coabitado, achou-se grávida pelo Espírito Santo.” Maria era virgem, a virgem concebeu e de repente ela se achou grávida. Não podemos entender o  nascimento virginal de Cristo.   
 
2. Mistério da Sua Pré-existência: Jesus existia antes de seu nascimento na Terra. O autor do Apocalipse, escreveu estas palavras de Cristo aos líderes judaicos: [Jo 8:58]: “Em verdade, em verdade Eu vos digo: antes que Abraão existisse, EU SOU.” Então, os judeus pegaram em pedras para matar a Jesus, acusado de blasfêmia. Mas esta era a realidade: Ele existiu antes de Abraão. E Ele disse mais: [Jo 8: 56]: “Abraão, vosso pai, alegrou-se por ver o meu dia, viu-o e regozijou-se.”
 
3. Mistério da Sua Eternidade: Disse Cristo em Jo 17:5: “E, agora, glorifica-me, ó Pai, contigo mesmo, com a glória que Eu tive junto de Ti, antes que houvesse mundo.” Isso é mais do que Pré-existência. Significa uma existência eterna, antes da criação do Universo, antes que houvesse um único mundo. Ele nunca foi gerado em Sua existência divina. Ele nunca teve origem, nem terá fim de existência. Ele sempre existiu junto de Seu Pai, e sempre existirá.  
 
Mas Ele também é descrito em Ap 3:1 como “Aquele que tem os 7 Espíritos de Deus”. Ora, os “7 Espíritos” são a descrição da plenitude do Espírito Santo, porque o número 7 no Apocalipse é símbolo de perfeição e plenitude.
 
Então, Cristo estava junto do Pai e do Espírito Santo na eternidade passada. Portanto, Cristo faz parte da santíssima Trindade. Foi por isso que o profeta Isaías disse, referindo-se a Cristo: “Verdadeiramente, Tu és Deus misterioso, ó Deus de Israel, ó Salvador.” [Isaías 45:15]. A palavra Jesus significa Salvador, e o Salvador é Deus.   
 
E qual foi a origem de Cristo? Se Ele é Deus, Ele é eterno, e vem da eternidade. Assim disse o profeta Miqueias [5:2]: “E tu, Belém-Efrata,... de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são ... desde os dias da eternidade.” O profeta está falando de Cristo como Rei que nasceu em Belém, da Judeia, e vem da eternidade. E o apóstolo João completa dizendo: “No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. ... E o Verbo Se fez carne.” [João 1:1,14].
 
III – Mistério da Natureza de Cristo
 
Quais são os mistérios da natureza de Cristo? Que tipo de natureza Ele tem?
 
1. Mistério da Natureza Humana. Lemos em Ap 19:13: “O Seu nome se chama o Verbo de Deus.” E “O Verbo Se fez carne.” [Jo 1:14]. Cristo foi reconhecido na figura humana. Os homens de Seu tempo sabiam que Ele era humano. Ele comia, bebia, sentia cansaço, dormia, tinha emoções, foi visto chorando, e andava como os outros. Pilatos O apresentou à multidão dizendo: “Eis o Homem!” E as multidões O viram dependurado na Cruz como um homem.
 
Mas qual é o mistério em Cristo ser homem? João O apresenta como “semelhante a Filho de Homem.” [Ap 1:13].  Ora, semelhança não é igualdade. Ou seja, Ele era homem, mas não era igual ao homem. Havia uma grande diferença. Havia muito mais do que um mero homem, que O distinguia de todos os homens. Ademais, Ele foi visto glorificado.
 
2. Mistério da Natureza Divina. Em Ap 2:18, Ele é chamado de “Filho de Deus”. O que significa ser Jesus  Filho de Deus? João nos dá a resposta em 5:18: “Os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque ... dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus.” Ser o Filho de Deus significa ser igual a Deus.
 
Era por isso que os judeus queriam apedrejá-lO, julgando que falava blasfêmia. O problema não era tanto em ser Jesus Homem. O mistério consistia em ser Ele um Homem-Deus. Se Ele fosse somente homem, não haveria nenhum mistério. Seria igual a cada um de nós. Mas Ele era Homem e Deus ao mesmo tempo. Jesus Cristo era verdadeiramente Homem, mas também  verdadeiramente Deus.    
 
3. Mistério da União das 2 Naturezas. Nós temos uma natureza, a natureza humana. Cristo tem duas naturezas: a divina e a humana, misteriosamente mescladas, unidas. Não podemos penetrar neste mistério. Nada sabemos deste segredo: Até que ponto age a natureza humana e a divina, independente uma da outra? Quando age uma e a outra fica em silêncio?
 
Observe as palavras de Cristo: “A respeito daquele dia e hora, ninguém sabe; nem os anjos do Céu, nem o Filho, senão somente o Pai.” [Mt 24:36]. Será que Jesus não sabe o dia da Sua vinda? É claro que Ele sabe hoje, e sabia, então. A natureza divina de Cristo sabe o dia de Sua vinda, mas a natureza humana permanece calada, enquanto na Terra.
 
Então, como Homem,  não sabe, mas como Deus Ele sabe. Como Homem Ele é submisso ao Pai; como Deus, Ele é igual ao Pai. Até que ponto se harmonizam as duas naturezas? Como pode uma natureza saber e a outra ignorar? É um mistério. Como se fundem as 2 naturezas em uma personalidade? É o mistério de Cristo.
 
4. Mistério da impecabilidade. Ap 3:7 apresenta a excelência de Cristo, porque Ele é “o Santo”. Assim, vemos 2 excelências que O distinguem de todos os homens: Ele é Deus e agora vemos que Ele era Santo, mesmo sendo Homem.
 
Em Lc 1:35, lemos as palavras do anjo Gabriel a Maria: “Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá com a Sua sombra; por isso, também o Ente Santo que há de nascer será chamado Filho de Deus.” Jesus nasceu como um “Ente Santo”, sem pecado. Por isso, Ele era “semelhante” a nós, mas diferente, porque era sem pecado.
 
Mas, como pode uma pessoa nascer de uma mulher pecadora, como foi Maria, com tendências pecaminosas, e ainda nascer sem pecado, como foi Jesus? Ele nasceu sem pecado, Ele podia pecar depois de nascido, mas nunca pecou. Este é o mistério de Cristo.
 
Se alguém tiver dúvida de que Maria era pecadora, então ouça as suas próprias palavras, em Lc 1:46-47: “Disse Maria: A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador.” Ouviu isso? Maria reconhece a necessidade de salvação. E Maria chama a Deus como o seu Salvador.
 
Mas, Salvador do quê? Lemos em Mt 1:21: “Ela [Maria] dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o Seu povo dos pecados deles.” Salvação é libertação do pecado. Portanto, Maria gerou o Seu Filho Santo, que era o seu próprio Salvador, Redentor dela, e de todos nós. Mas Jesus nasceu sem pecado e este é o mistério. Ele não possuía a natureza pecaminosa, como nós possuímos. Ele era puro, santo, incontaminado, separado dos pecadores, mais alto do que os céus. [Hb 7:26].
 
IV – Mistério da Morte de Cristo
 
Em que consiste o mistério da morte de Jesus Cristo?
 
Ap 1:18: “Estive morto.” Em Ap 1:5, Ele é chamado “o Primogênito dos mortos”, ou o Principal dos mortos. Ele morreu na Cruz do Calvário, morreu numa infamante Cruz.
 
Mas, a pergunta é a seguinte: Como pôde Ele morrer? Se Ele era Deus, Ele era imortal, e não podia morrer. Se Ele não pudesse morrer, não poderia nos salvar, porque a nossa redenção depende da morte de Cristo. Então, como foi resolvido esse problema da Divindade? Se Ele não podia morrer como Deus, de que modo deveria morrer, a fim de pagar o preço da redenção?
 
A resposta a esta questão se acha em Heb 2: 17: “Por isso mesmo, convinha que, em todas as coisas, se tornasse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel Sumo Sacerdote nas coisas referentes a Deus e para fazer propiciação pelos pecados do povo.” Ou seja: para morrer Ele precisava Se tornar Homem, “semelhante aos irmãos”, e participar de nossa natureza humana, mas sem pecado, a fim de fazer propiciação, ou morrer a morte em nosso lugar. Por isso, para um Deus imortal como Jesus morrer, Ele Se fez Homem.
 
Mas, Como poderia Ele morrer se Ele não tinha pecado? Notemos primeiro isto: uma pessoa que não tem pecado não pode morrer. A advertência para Adão de que se comesse do fruto proibido ele morreria, era uma promessa e uma verdade de que quem não peca não morre. Mas ele pecou e morreu. E todos os seres humanos pecaram e são agora sujeitos à morte e finalmente todos um dia morrerão.  
 
A verdade é que aquele que não tem pecado, não pode morrer. Então, como pôde Cristo morrer, se Ele não tinha pecado? Como Jesus não tinha pecado, é um mistério saber como Ele morreu. Mas Ele mesmo nos dá uma resposta em João 10: 17-18: “Por isso, o Pai me ama, porque eu dou a minha vida ... Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou.”
 
Aqui está: Ele não podia morrer por não ter pecado, mas então, Ele escolheu dar a Sua vida espontaneamente por nós. Mas para isso, Ele precisava assumir os nossos pecados. Então, Ele assumiu a nossa culpa e os nossos pecados, colocando sobre os Seus ombros todos os pecados da Humanidade inteira, de todos os tempos, e pagou o preço de nossa redenção. Só assim Ele podia morrer, não tendo pecado. Este é um grande mistério que haveremos de continuar estudando por toda a eternidade.
 
V – Mistério da Ressurreição de Cristo
 
Como o Apocalipse apresenta a Ressurreição de Cristo?
 
Em Ap 1:18, Cristo disse: Eu sou “Aquele que vive. Estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos.” Esta não é apenas a afirmação de alguém sobre Ele. Não; é a afirmação do próprio Senhor Jesus gloriosamente redivivo, em pé e dizendo: “Estive morto, mas vivo eternamente!” Aqui está o grande mistério da Ressurreição de nosso amado Senhor Jesus Cristo.
 
Mas há algumas questões misteriosas em relação a este assunto.
 
Quem ressuscitou a Jesus? Isto foi obra da própria Trindade: O Pai O ressuscitou (Gál. 1:1; Efés. 1:20), através do Espírito Santo (Rom. 1:4; 8:11; 1 Ped. 3:18), e com o poder do próprio Cristo (João 10:17-18). O Salvador saiu do sepulcro pela vida que havia em Si mesmo. Provou-se então a verdade de Suas palavras: “Dou a Minha vida para tornar a tomá-la. ... Tenho poder para a dar, e poder para tornar a tomá-la.” João 10:17 e 18.
 
Outras Perguntas: Onde esteve Deus o Cristo vivo imortal, enquanto Jesus  estava morto? Em que tipo de corpo humano Jesus ressuscitou? Como agem as duas naturezas de Cristo, após a Sua ressureição? Onde fica a linha divisória entre as duas naturezas e Sua vontade? Como funciona a vontade entre duas naturezas e uma Personalidade?
 
Mas são importantes as implicações de Sua ressurreição. Ele disse: “Eu sou a Ressurreição e a Vida!” Nestas palavras encontramos a certeza de nossa própria ressureição e a garantia de nossa vida eterna. Meu prezado amigo, você pode viver e obter a vida eternamente, se você receber e se entregar a Jesus que é a Ressurreição e a Vida.
 
VI – Mistério da Ascensão de Cristo
 
Qual é o mistério da Ascensão de Cristo?
 
Lemos em Ap 12: 5: “E o seu Filho foi arrebatado para Deus até ao Seu trono.” Com efeito, após quebrantar poderosamente as cadeias da sepultura, Cristo ressurgiu; e após ressuscitar, Ele foi assunto ao Céu, foi levantado da Terra às alturas, para voltar ao Pai que estava no trono do Universo, e ser recebido por toda a hoste inumerável de anjos.
 
Este é mais um dos mistérios de Cristo. Quando Ele dava as últimas instruções para os Seus discípulos, em número de 500 pessoas, eis que Ele  começou a subir. Mas, como pode ser isto? Os discípulos estavam ouvindo as Suas últimas palavras, e se surpreenderam com o Mestre que lhes era retirado do chão e pouco a pouco subia ao Alto, para ser finalmente encoberto com uma nuvem de anjos que agora O acompanhavam ao Paraíso celeste.
 
Este é o mistério: a Ascensão de Cristo para os Céu. Mas é um mistério revelado e fácil de entender: Aquele que criou as leis do Universo, não é governado por elas. A lei da gravidade não O podia segurar no chão. Jesus Cristo, que é O Criador dos mundos que obedecem às Suas leis, não é limitado às mesmas leis que Ele criou.
 
VII – O Mistério do Amor de Cristo
 
Qual é o mais impressionante mistério revelado no Apocalipse?
 
Disse João em Ap 1:5: “Jesus Cristo ... o Soberano dos reis da terra. Aquele que nos ama, e, pelo Seu sangue, nos libertou dos nossos pecados.” De todos os mistérios este é o mais impressionante. Me responda: Como pôde Cristo nos amar tanto a ponto de dar a Sua vida por nós e derramar o Seu sangue em nosso lugar? Qual é o motivo? O que é que Ele achou em nós que O motivasse a fazer este imenso sacrifício?
 
Como compreender tão exorbitado amor, como entender um amor tão grandioso? Há uma imensa dificuldade que encontramos no mistério do amor de Cristo referente ao Seu conhecimento: Ele nos amou, sabendo Quem Ele é. Ele é o Filho de Deus [Ap 2:18]. Ele é o Soberano dos reis da Terra [Ap 1:5]. Ele é o Rei dos reis e Senhor dos senhores [Ap 17:14]. É um mistério que sabendo Jesus quem Ele é, ainda assim nos amasse. Não podemos compreender, mas este é o fato. Este é o grande mistério do Apocalipse: Como pôde Ele nos amar, se sabia muito bem Quem Ele era?
 
Foi grande o amor de Cristo, com que nos amou. Quão surpreendente e desusado amor: que Cristo, conhecendo-Se a Si mesmo, nos amasse a nós.
 
Conta uma história que, enquanto Páris era ignorante de si mesmo e da fortuna de seu nascimento, guardava as ovelhas de seu rebanho nos campos do monte Ida, e era apaixonado pela jovem Enome, uma formosura rústica daqueles vales. Mas quando o encoberto príncipe se conheceu e soube que era filho de Príamo, rei de Tróia, Páris deixou o campo, o cajado e o rebanho, como também deixou o amor pela bela jovem.
 
Ele amava humildemente, enquanto se conhecia por humilde. Tão logo ele se conheceu quem era, desconheceu a quem amava. Como o amor se fundava na ignorância de si – o mesmo conhecimento que desfez a ignorância, acabou também com o amor.
 
Ah, Príncipe da glória: parece que isso mesmo haveria de acontecer Contigo! Mas não foi assim. Quem ouvisse dizer que o Filho de Deus nos amava com tanto extremo, parece que poderia pôr em dúvida se o Senhor Se conhecia, ou vivia ignorando Quem Ele era!
 
Se Cristo não Se conhecesse não teria sido muito estranho que nos amasse; mas amar-nos, conhecendo-Se – sabendo ser Ele a Majestade dos Céus, o Criador do Universo, o Deus Todo-Poderoso – foi tal excesso de amor, que parece que o próprio ato de amar-nos foi um ato de desconhecer-Se.
 
Pois para que a verdade de nossa fé não perigasse nos extremos de Seu amor, e para que o mundo não caia em tal engano, saibam todos, diz o evangelista João, que Cristo amou e amou tanto, que amou conhecendo-Se! Como disse João, nestas simples palavras, uma grande revelação: Ap 1:5: “Da parte de Jesus Cristo, o Soberano dos Reis da Terra, ... Aquele que nos ama, e pelo Seu  sangue nos libertou de nossos pecados.”
 
Não compreendemos como foi possível, mas admiramos. Na Cruz do Calvário, o Príncipe do Céu derramou o Seu sangue precioso, demonstrando o Seu grande e admirável amor, a fim de nos salvar desse mundo perdido no pecado.
 
Então, meu amigo, você gostaria de aceitar e amar a esse Jesus Cristo, que tanto nos amou, a você e a mim, mesmo sabendo que é o Rei do Universo? Entregue a sua vida nas mãos desse maravilhoso Salvador.
 
Daí em diante você poderá ser muito feliz e grato a Cristo Jesus por toda a eternidade.
 
Que Deus o abençoe.
 
 
Pr. Roberto Biagini
 
prbiagini@gmail.com  
 
 
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