Estudo 14 - O Mistério da Besta - Estudos Bíblicos Adventistas

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Estudo 14 - O Mistério da Besta

Mistérios do Apocalipse
Um dos mistérios mais estudados, através de muitos séculos na era cristã, é, sem dúvida, o surgimento da besta de Apocalipse 13.

Quem é essa besta?

A que poder se refere o apóstolo João?

Quais são os característicos da besta?

É possível identificá-la?

Quem é o Anticristo figurado na besta?

 
Além da besta, o seu misterioso número 666 também se tornou objeto de muita especulação. Muitos estudiosos começaram a calcular esse número entre os governantes e imperadores através dos séculos, numa tentativa de decifrar o mistério da besta.

 
No entanto, a sua interpretação falhou. Por quê? Porque não basta estudar uma parte apenas, ou decifrar um só versículo; não ajuda dizermos que a besta é Cézar ou Nero, ou Hitler. Temos que analisar todo o capítulo, a fim de tomar todos os detalhes da profecia. Se apenas um detalhe não se enquadra, toda a interpretação estará errada.

 
Por exemplo: se o período de supremacia estiver errado, então toda a profecia estará mal aplicada. Mas veremos como a História confirma todos os detalhes aplicados ao poder do Anticristo. Não pode haver outra interpretação, sem erro. Não adianta fugir da verdade. A profecia, fundada na História e na Bíblia não tem erro.

 
Portanto, é a própria Bíblia, provada pela História que nos ajudam a resolver o enigma da besta de Apocalipse 13. Uma das principais regras de interpretação das profecias requer a harmonia do texto com o contexto. E isso se refere ao contexto mediato [distante] e imediato [próximo]. Outra regra indispensável é que o livro de Daniel interpreta as profecias de Apocalipse. No caso de Apocalipse 13, Daniel no capítulo 7 é a base, é a própria chave para a sua perfeita interpretação.

 
No estudo anterior identificamos o remanescente fiel de Deus sob o símbolo da mulher ves­tida de Sol. Vimos que há uma luta entre Cristo e Satanás, e que es­te último tem seus instrumentos pelos quais atua (Apo  12; 16:13, 14). Tomando em conta que o apóstolo Paulo diz que os instrumentos do anticristo "se disfarçam como apóstolos de Cristo" e "como ministros de justiça" (2Cor 11:13-15), devemos esperar uma surpresa quase incrível ao descobrir quem é o Anticristo.

 
Tão incrível que só o identificamos porque Deus tira o disfarce e revela a máscara. Mas, se algumas destas descobertas nos são dolorosas, recordemos que o Senhor atua como cirurgião, que só fere para salvar. Por isso é que Jesus Cristo disse que Suas profecias es­tão destinadas a dar-nos mais fé e esperança (João 14:29).

 
I – A IDENTIFICAÇÃO DA BESTA

 
1. Qual é a aparência da besta?

 
Apo 13:1: “Vi emergir do mar uma besta que tinha dez chifres e sete cabeças e, sobre os chifres, dez diademas e, sobre as cabeças, nomes de blasfêmia.”

 
O mar em profecia é símbolo de povos [Apo 17:15]. Portanto, a besta deve surgir de um lugar muito populoso, entre muitas nações.

 
“Besta” é uma palavra que significa um animal e não deve ser tomada como algo pejorativo, e portanto, é não é uma ofensa, é apenas um símbolo profético, um animal simbólico. Mas o que representa uma besta ou um animal? O profeta Daniel responde na visão dos 4 animais: “Estes grandes animais, que são quatro, são quatro reis que se levantarão da terra.” Mas estes reis são os mesmos reinos que representam [Dan 7:17, 23]. Portanto, a besta representa um reino que tem um trono sobre a terra [Apo 16:10].

 
Mas, que tipo de reino? Não será um reino basicamente político, mas essencialmente religioso, embora também seria político porque usaria o poder civil para ditar as suas ordens. O característico religioso pode ser visto em todo o capítulo, mas o verso 1 já indica isso pelos “nomes de blasfêmia” que tem em suas cabeças.

 
Mas a besta, esse poder religioso, tem 10 chifres e 7 cabeças. Isso nos faz retornar ao capítulo 12, onde lemos acerca do dragão vermelho que também possui 10 chifres e 7 cabeças, semelhante ao 4º animal de Dan 7. O dragão, como vimos, representa a Satanás agindo através da Roma dos Césares, que perseguiu e matou a Cristo numa Cruz.

 
Portanto, o dragão representa a Roma pagã, um poder político, como indicam os 10 diademas, ou coroas. Mas a besta é um poder religioso, reconhecido pelos “nomes de blasfêmia.”

 
Assim, o dragão e a besta se parecem, mas são diferentes, porque a identificação dela é totalmente religiosa. Portanto, a besta de Apo 13 é a descrição de uma de suas cabeças. Este é o caso em que a profecia usa uma figura de linguagem que chamamos de metonímia em que “o todo é tomado pela parte ou a parte pelo todo”. Nesse caso, temos uma cabeça, a parte religiosa, representada pelo todo da besta.

 
Assim, devemos procurar na História e na Geografia, um poder político, mas essencialmente religioso que surgiu dentre as muitas nações populosas, porque a besta surge de muitas águas do mar simbólico dos povos.   

 
2. Quais são os característicos da besta simbólica, que nos permitem localizar histórica e geo­graficamente a Sede da Besta?

 
Apo 17:9,12: Aqui está o sentido, que tem sabedoria: as sete cabeças são sete montes.” “Os dez chifres que viste são dez reis.
 
Note bem: Os 10 chifres representam 10 reis, ou reinos. A História geral nos informa que o único reino que foi dividido em 10 partes foi o império de Roma pagã. Não existe outro, na História de todos os tempos. As dez divisões do Império Romano aconteceram até o ano 476 DC, quando caiu o último imperador romano, Rômulo Augusto, e essas 10 divisões se tornaram nas nações da Europa ocidental de nossos dias.  

 
Mas, como vamos localizar esse poder geograficamente? Diz o texto que “as 7 cabeças” da besta “são 7 montes.” Os comentários católicos das Bíblias do “Pontifício Instituto Bíblico” de Roma, e a Bíblia de Jerusalém sobre Apo 13 e 17 informam que os 7 montes identificam a cidade de Roma. De fato, Roma é conhecida no mundo como a cidade das 7 colinas, ou 7 montes. Em Roma, portanto, devemos achar o poder religioso mundial.

 
3. O que a Besta recebeu do Dragão?

 
Lemos em Apo 13:2: “A besta que vi era semelhante a leopardo, com pés como de urso e boca como de leão. E deu-lhe o dragão o seu poder, o seu trono e grande autoridade.

 
Se lemos em Daniel cap 7, vamos encontrar esses mesmos animais: o leão, que representa a Babilônia, o urso, que representa a Medio-Pérsia, e o leopardo que representa a Grécia, mas o dragão (o 4º animal) representa a Roma pagã que deu o seu poder e autoridade para o papado, exatamente em 538 DC. Nessa data, os exércitos de Belisário derrotaram os ostrogodos, que eram um povo bárbaro ariano, contrário ao estabelecimento do papado. Então, o papado teve o seu caminho livre para agir, sem mais inimigos arianos. Arianos eram os seguidores de Ário, que não acreditavam na divindade de Cristo.

 
Historicamente, portanto, só há um poder que recebeu a Sede e a autoridade da Roma dos Cé­sares, tal como havia sido profetizado, e este é Roma papal. Então, a besta de Apo 13 possui os mesmos característicos pagãos da Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia, e de Roma pagã, e recebe de Roma o seu trono, o seu poder e autoridade, e se posiciona no mundo como um poder universal, político-religioso.  

 
II – TEMPO DE SUPREMACIA E PERSEGUIÇÃO

 
4. Por quanto tempo teria Roma poder para perseguir o povo de Deus?  

 
Apo 13: 5, 7: 5 Foi-lhe dada ... autoridade para agir 42 meses. 7 Foi-lhe dado, também, que pelejasse contra os santos e os vencesse. Deu-se-lhe ainda autoridade sobre cada tribo, povo, língua e nação.

 
Apo 12: 6: ... durante 1260 dias.

 
Núm 14:34; Eze 4: 6-7:Cada dia representando um ano.”

 
O que significam esses 42 meses? Multiplicando 42 por 30, chegamos aos 1260 dias. Como em profecia um dia equivale a um ano, temos então 1260 anos literais. A História demonstra que esse período de supremacia papal começou em 538 DC, com o estabelecimento do papado, quando entrou em vigor o Edito de Justiniano, dado em 533.

 
Então Roma papal recebeu o poder legal para perseguir e entregar até mesmo à pena de morte os cristãos protestantes, considerados dissidentes. Durante este período milhões de cristãos sinceros foram mortos, na fogueira, nas arenas, na forca ou na guilhotina. Tudo pelo poder e ordens do papa.

 
"Só na Espanha”, calcula o historiador Juan Antônio Llorente, falando da Inquisição moderna [entre 1481 e 1808], “foram vítimas da Inquisição 31.912 queimados vivos, e 291.450 supostos penitentes foram forçados à submissão 'por meio de água, pesos, fogo, rodas e torniquetes e todos os aparelhos de tormento para nervos, ossos e músculos. Um milhão pereceu no massacre dos albigenses [cristãos do sul da França que contestavam os dogmas da Igreja]."

 
No Massacre de “São Bartolomeu” [24 de agosto 1572], pereceram 100.000 huguenotes, protestantes franceses.

 
“Durante quase 700 anos, a Inquisição católica espalhou o terror pelo mundo, torturando e matando protestantes, judeus, hindus, muçulmanos, bruxas, gays ou quem se atrevesse a pensar diferente.” Eduardo Szklarz [www.abril.com.br, Guia do Estudante, História].

 
5. Além de perseguir, que faria a Besta do Anticristo?

 
Apo 13:5, 6: Foi-lhe dada uma boca que proferia arrogâncias e blasfêmias ... 6 e abriu a boca em blasfêmias contra Deus, para lhe difamar o nome e difamar o tabernáculo, a saber, os que habitam no Céu.

 
[1]. O papado comete blasfêmia na pretenção de perdoar pecados. Depois da ascensão de Jesus Cristo, o apóstolo Pe­dro deixou bem claro que ele (Pedro) não tinha poder para perdoar pecados, que essa é atribui­ção de Deus (Atos 8:22). Evidentemente, ele conhecia o princípio bíblico de que só Deus tem poder de perdoar pecados e que, quem pretende fazê-lo, pratica blasfêmia. [Marcos 2:7].  

 
[2]. O papado comete blasfêmia, aceitando homenagens que só pertencem a Deus. Referimo-nos à prática de ajoelhar-se ante o papa. O apóstolo Pedro proibiu a Cornélio de se ajoelhar diante dele, dizendo: “Levanta-te, porque eu também sou homem.” [Atos 10:25, 26].
 
Noutra ocasião, um anjo de Deus, apesar de ser superior a um apóstolo, proibiu a João que se ajoelhasse diante dele, explicando-lhe que isso era um ato de adoração que só Deus merece receber (Apo 19:10; 22:8, 9).

 
[3]. O papado comete blasfêmia, pretendendo ser Deus.

 
O papa Leão XIII escreveu, em 20 de junho de 1894: “Nós ocupamos na Terra o lugar do Deus onipotente.” [The Great Encyclical Letters of Pope Leo XIII (Nova York, Benziger, 1903), p. 304.]

 
No 5º Concílio de Latrão, em 1512, foi dito do papa Júlio II: "Tu és o Pastor, Tu és o Médico, Tu és o Governador, Tu és o Esposo e, finalmente, Tu és outro Deus na Terra."

 
Note as palavras de Alphonsus de Liguori, um escritor católico, explicando a visão católica sobre o sacerdócio:

 
“O sacerdote assume o lugar do próprio Salvador quando, ao dizer: ‘Ego te absolvo’ (Eu te absolvo), ele absolve o pecado. Perdoar um simples pecado requer toda a onipotência de Deus. Por isso, o sacerdote pode, de uma cer­ta maneira, ser chamado o criador do Criador”. (Alphonsus de Liguori, Dignity and Duties of the Priests, 1927, pág. 32 e 33).

 
“São Clemente, portanto, tinha razão ao dizer que o sacerdote é, por assim dizer, um Deus na Terra.” [Idem, p. 36].
 
São arrogâncias e blasfêmias.

 
"Todos os nomes que nas Escrituras se aplicam a Cristo, ... são aplicáveis ao papa." — Belarmino, On The Authority of Councils, Livro 2, capítulo  17.

 
"Tu és o Pastor, tu és o Médico, tu és o Diretor, tu és o Lavrador; finalmente, tu és outro Deus na Terra." — Labbe and Cossart, History of the Councils, publicado em 1672, Vol. 14, col. 109.

 
A profecia se cumpriu com absoluta exatidão. O apóstolo Paulo assim descreveu o Anticristo: Ele é “o homem da iniquidade, o filho da perdição, 4 o qual se opõe e se levanta contra tudo que se chama Deus ou é objeto de culto, a ponto de assentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus.” [2Tes 2:3-4].

 
Por isto, o papado é designado na Bíblia como a Besta, o próprio Anticristo [“anticristo” quer dizer “aquele que se põe no lugar de Cristo”, e também “aquele que é contra Cristo”].

 
Além disso, o papado haveria de “difamar contra o tabernáculo [santuário] de Deus”. Em Daniel 8: 11, falando da besta, diz que ela tirou “o sacrifício diário.” O papado se engrandeceu contra Jesus Cristo e dEle tirou o sacrifício contínuo. O que significa isso? Isso significa a intercesssão contínua de Cristo no Céu que foi substituída pela intercessão dos santos e da virgem Maria. Isso significa que a obra de Cristo no Santuário celestial foi anulada pela intercessão dos santos e pela missa que é um sacrifício contínuo, em substituição do sacrifício único de Jesus Cristo realizado na Cruz. [Heb 7:25; 10:10].

 
Mas, e quanto aos que “habitam no Céu”? A profecia também se cumpriu. Note a difamação contra os anjos, que habitam no Céu:

 
Kínzelmann, cura de Allgoeu, em uma de suas pre­gações em Gestratz, afirmou: "Muito abaixo do padre estão os anjos e arcanjos; porque ele pode, em nome de Deus, perdoar os peca­dos, ao passo que os anjos nunca o puderam." (Gazeta da Alemanha do Norte, 1872, n° 21. Citado em O Papa e o Concílio, Rui Barbosa, 3a edição [Rio: Elos, s/d], v. 1, p.113).

 
6. Qual é o número misterioso da besta, que serve para identificá-la, infalivelmente?  

 
Apo 13:17, 18: “... aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome. 18 Aqui está a sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número da besta, pois é número de homem. Ora, esse número é 666.

 
Aqui está a identificação mais completa: a besta tem um sinal, um nome e um número. Acerca do Sinal da Besta, vamos estudar na próxima palestra. O nome representa o seu caráter  impresso em seus títulos blasfemos. E o número deve ser calculado pelos seus próprios nomes ou títulos.

 
Mas o que significa o número 666? Como podemos calcular isso? O idioma oficial do papado é o latim, a língua dos romanos. Todos sabemos que os números romanos são letras (os números que usamos são arábicos, dos árabes). Um dos títulos exibidos pelos papas em sua tiara é VICARIVS FILII DEI, que significa “Representante do Filho de Deus”. O Apocalipse diz que 666 é o “número de seu nome” [Apo 13:17; 15:2]. Calculando o valor numérico das letras deste título papal, temos o número 666.

 
Outro título papal é DUX CLERI, que significa “Chefe do Clero”. Somando os números dos valores das letras em latim, temos o mesmo resultado, 666. Notemos:

 
DUX   >   D = 500; U [V] = 5; X = 10; Total = 515.

 
CLERI > C = 100; L = 50; [R é sem valor]; I = 1. Total = 151.

 
Total geral = 515 + 151 = 666.

 
Existem dezenas de outros nomes e títulos que apontam para o papado. Não existe outro nome que tenha este valor, a não ser o poder papal. É o único poder religioso universal que cumpre satisfatoriamente a profecia, em todos os detalhes e minúcias, do primeiro ao último versículo de Apo 13.

 
III – A FERIDA MORTAL

 
7. Que ocorreu com uma das cabeças (o poder papal)?

 
Apo 13:3, 10: Então, vi uma de suas cabeças como golpeada de morte.” Se alguém leva para cativeiro, para cativeiro vai. Se alguém matar à espada, necessário é que seja morto à espada.

 
Quando se cumpriu essa profecia? Quando foram libertos os cristãos perseguidos e quando foi aprisionado o poder perseguidor?  

 
A História prova a data de 15 de fevereiro de 1798 DC., quando o papa Pio VI foi aprisionado pelo general Alexander Berthier, que mandou o soldado Haller, sob as ordens de Napoleão Bonaparte, imperador da França. Ele anulou o código de Justiniano, desapropriou o papado dos cinco Estados que ele tinha no centro da Itália e lhe tirou os poderes temporais.  

 
Mas é impressonante que esta é a data indicada também pela profecia. Como chegamos a esta data? Somando os 1260 anos de supremacia papal, a partir do ano de 538 DC, quando ocorreu o estabelecimento do papado, chegamos a 1798 DC. Então, se cumpriu a profecia que diz: “Se alguém leva para cativeiro, para cativeiro vai.

 
A ferida foi tão profunda que parecia que o papado não se recuperaria mais dela. O pa­pa Pio VI foi levado para a prisão e seus sucessores se auto-recluíram no cati­veiro, negando-se a aparecer em público até que se lhes restituíssem os poderes temporais.

 
8. Que aconteceria com a ferida mortal, e que faria a Humani­dade?

 
Apo 13:3:Essa ferida mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou, seguindo a besta.”

 
Esta profecia teve exato cumprimento. Em 1929, Benito Mussolini assinou uma concordata com o papado, o Tratado de Latrão, dando-lhe os 44 hectares que hoje constituem o Estado do Vaticano, recuperando-se assim o poder temporal dos papas e a sua influência política no cenário mundial.  

 
Desde aquela época, os papas voltaram a se mostrar em público, exibindo autoridade, poder e popularidade cada vez mais crescen­tes, viajando por toda a Terra e sendo aclamados pelas multidões de todos os países do mundo, inclusive em países protestantes como os E.U.A., e mesmo em países ateus, derrubando o comunismo, e atingindo também uma influência marcante entre os pagãos e islamitas.

 
Então, se cumpre mais uma vez a profecia, porque toda a Terra se maravilhou, seguindo após à besta e aplaudindo as dicisões apostatadas do papa, desviando as multidões de Cristo, ensinando a mentira, a idolatria e a até mesmo a Evolução.

 
 
533/538        < 1.260 anos  >       1798    >                      1929
 
Edito de                                             Ferida             Concordata                                                      
 
Constantino                                   de morte       Ferida Curada
 
                                                   
 
IV – A ADORAÇÃO DA BESTA

 
9.  Quem são os que seguem a besta e vão adorá-la?

 
Apo 13:8: Adorá-la-ão todos os que habitam sobre a terra, aqueles cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida do Cordeiro que foi morto.

 
Deus tem um Livro especial, chamado o Livro da Vida do Cordeiro. Por que é chamado “do Cordeiro”? Porque o Cordeiro representa a Jesus Cristo que deu a vida por nós, morrendo na Cruz do Calvário, derramando o Seu precioso sangue para nos salvar da morte e nos dar a vida eterna.

 
Portanto, aqueles que aceitam esse supremo sacrifício e adoram ao verdadeiro Deus, fazendo a Sua vontade, têm os seus nomes escritos nesse Livro da Vida. Mas aqueles que desobedecem a Deus, desprezam o sacrifício feito na Cruz, rejeitam o oferecimento da salvação, > adoram a besta que está enganando o mundo inteiro, “todos os que habitam sobre a Terra, aqueles cujos nomes não foram inscritos no Livro da Vida do Cordeiro que foi morto”.   

 
Portanto, os adoradores da besta não terão o seu nome inscrito no Livro da vida. Não estar inscrito no Livro da vida, significa estar per­dido. Disse João em Apo 20:15: “Se alguém não foi achado inscrito no Livro da Vida, esse foi lançado para dentro do lago de fogo.” O lago do fogo é a morte eterna, da qual não haverá ressurreição, nem mais oportunidade de salvação. Por isso é que nosso Senhor Jesus Cristo disse que, acima de toda alegria, deveríamos regozijar-nos porque nossos nomes estão escritos nos Livros do Céu (Lucas 10:20). E você? Tem o seu nome no Livro da Vida? Já aceitou a Jesus Cristo como o Seu Salvador pessoal e Senhor de sua vida?

 
10. Que acontecerá com aqueles que adorarem a Besta e a sua Imagem?  

 
Apo 14:9-11: 9 Se alguém adora a besta e a sua imagem, e recebe a sua marca na fronte ou sobre a mão,

 
10 também esse beberá do vinho da cólera de Deus, preparado, sem mistura, do cálice da sua ira, e será atormentado com fogo e enxofre, diante dos santos anjos e na presença do Cordeiro.

 
11 A fumaça do seu tormento sobe pelos séculos dos séculos, e não têm descanso algum, nem de dia nem de noite, os adoradores da besta e da sua imagem e quem quer que receba a marca do seu nome.

 
Esta é a mais solene advertência de toda a Bíblia. O fim do tempo da graça está se aproximando; e Deus proclama a mais solene advertência ao mundo inteiro, a mim e a você, a fim de que não participemos do culto à besta, e ao mesmo tempo adverte que aqueles que consentem em fazê-lo terão que enfrentar o castigo de suas decisões erradas, assumindo as consequências mais desastrosas e amargas com seus efeitos eternos.

 
Terrível coisa é ser “atormentado com fogo e enxofre”, “na presença do Cordeiro” de Deus que morreu na Cruz para que isso não acontecesse conosco. Terrível coisa é desprezar a graça de Deus enquanto é tempo. Mas há  um meio de escape.

 
Como notamos, a besta tem um sinal ou marca, o qual será aplicado sobre os que se per­derem. Em que consiste esta marca fatal? Já vimos em que consiste o Selo de Deus. Mas, qual é o Selo, o ou Sinal da Besta? Este será o tema de nosso próximo estudo.

 
Mas agora, veja o contraste entre os seguidores da besta, e o fiel remanescente do Senhor que apresenta a última parte da mensagem do 3º anjo: "Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus" (Apo 14:12).

 
 
CONCLUSÃO

 
Meu prezado amigo, já é tempo de você tomar uma decisão em favor da verdade. Já é tempo de você seguir, não mais à besta, mas a Jesus Cristo, que disse: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida.” “Eu sou a Luz do mundo. Quem Me segue não andará em trevas; pelo contrário, terá a Luz da Vida.” [Jo 14:6; 8:12].

 
Corte as ligações que, porventura, você tenha com todo o poder da apostasia. Se a sua Igreja não ensina a verdade, então, saia dela, e busque o seu lugar de adorar o verdadeiro   Deus e você será realmente incluído, entre os que guardam os mandamentos de Deus e têm a fé em Jesus Cristo. [Apo 14:12].

 
Ore a Deus, dizendo: “Senhor, ajuda-me a cortar todo o laço de união com esse poder apóstata que Tu ilustraste através da besta do Apo 13, e dá-me forças para fazer parte do teu remanescente fiel, perseverando nele até que Jesus volte, na Sua glória.”

 
Tome a sua decisão, liberte-se antes que seja tarde demais.

 
“E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.” [Jo 8:32]. E se o Filho de Deus vos libertar, “verdadeiramente sereis livres”. [Jo 8:34].

 
 
Pr. Roberto Biagini
 
prbiagini@gmail.com
 
 
 
 
 
 
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