Revelando os Mistérios de Daniel - Capítulo nº 02 - Estudos Bíblicos Adventistas

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Revelando os Mistérios de Daniel - Capítulo nº 02

Revelando os Mistérios de Daniel
Mediuns Versos Profeta
 
Algum tempo atrás, ao passar pelo caixa de um supermercado local, detive-me o tempo suficiente para ler as manchetes de um tablóide. Foi apenas um olhar casual. Então olhei novamente e meus olhos se fixaram nos destaques da primeira página. Permitame assegurar-lhe que não sou nenhum fã de tablóides. A meu ver, os tablóides são vulgares, refugos sensacionalistas para pessoas ingênuas, prontas a ler e aceitar qualquer coisa. Mas essas manchetes eram diferentes. Letras garrafais, títulos que alcançavam de uma a outra margem da folha, proclamando: ―Predições da Bíblia Para 1996. Não pude resistir e comprei o jornal. De acordo com o periódico, eis os vaticínios bíblicos para 1996:
 
•     ―Centenas de milhões se converterão ao cristianismo no dia 19 de fevereiro de 1996.‖  
 
•     ―Calor e seca recordes ocorrerão em março, conduzindo à uma escassez mundial de alimentos já neste ano.‖  
 
•     ―O colapso do Mercado Comum Europeu levará ao surgimento do anticristo na Europa Ocidental, no verão de 96.‖
 
•     ―Uma imagem de Cristo, com mais de 1.600 metros de altura aparecerá sobre Washington, D.C., depois de um temporal que ocorrerá em           julho de 1996, levando milhares à conversão.‖  
 
•     ―Um evangelista subirá ao céu enquanto prega a milhares em Dallas, em 1996. Esse evento será televisionado.‖  
 
•     ―Os quatro cavaleiros do Apocalipse serão avistados nas cercanias de Montreal em julho de 96, e próximos a Copenhague em agosto.‖
 
É surpreendente verificar que um artigo sobre profecias bíblicas, que será lido e crido por milhares, não apresente sequer um texto bíblico em apoio. O diabo teve um dia de atividades extras enganando pessoas crédulas.  
 
Enquanto lia a matéria, disse para mim mesmo: São estas as supostas predições bíblicas para 19967 E me perguntei também: Quantos textos bíblicos será que o artigo tem? Então o li na íntegra e não havia nele sequer um texto da Bíblia.  
 
Pensei: ―Por que os editores, redatores e repórteres dos tablóides nunca colocam um texto bíblico e destacam em manchete: ―Predições Bíblicas para 1996‖? Por que eles fazem isto? Será porque são realmente estudiosos das profecias bíblicas? Você acha que esse é o motivo? Será que eles fazem isso porque têm desejo sincero de ensinar a Bíblia às pessoas? Por que você acha que eles agem assim?  
 
Tudo me leva a pensar que são motivados pelo lucro da vendagem, pelo dinheiro. Eles sabem que a manchete: ―Predições Bíblicas para 1996‖, vende. Estão cientes de que o mundo todo, hoje, está com a febre do milênio. Eles anseiam pelo ano 2000. Pressentem que algo grande e decisivo está para acontecer e reconhecem que muitas pessoas, quando observam os conflitos, a instabilidade e a irresolvível complexidade do mundo atual, anseiam saber o que lhes reserva o futuro.  
 
Isso me levou a uma pergunta: Existe alguma palavra do Senhor? Existe alguma coisa que Deus nos quer dizer ao nos aproximarmos do fim dos tempos? O futuro é duvidoso? Nublado? Cinzento? Escuro? Um angustiante ponto de interrogação?  
 
Um Sonho Real versus Adivinhões e Embromadores
 
Por favor, pegue sua Bíblia e abra no segundo capítulo de Daniel. Deus nos revelou, mediante o sonho dado a Nabucodonosor, rei de Babilônia, um futuro de 2.500 anos. O que é surpreendente nesse sonho profético, é que nesses últimos 2.500 anos suas predições se têm cumprido minuciosamente. Parte dele já está cumprida. Assim, os eventos cumpridos nos dão segurança de que o que está para acontecer se realizará conforme as revelações divinas.  
 
Venha comigo, recuemos 2.500 anos na história. Deixe sua mente retroceder décadas, séculos e milênios. Vamos aos arenosos desertos que cercavam Babilônia e entremos no palácio do rei Nabucodonosor. Leiamos agora o capítulo 2:  
 
―No segundo ano do reinado de Nabucodonosor, teve um sonho; o seu espírito se perturbou, e passou-se-lhe o sono. Então o rei mandou chamar os magos, os encantadores, os feiticeiros e os caldeus, para que declarassem ao rei quais lhe foram os sonhos; eles vieram e se apresentaram diante do rei.‖  
 
Certa noite o rei foi dormir e enquanto repousava em régio aposento, trajado de seu pijama real e entre lençóis de seda, começou a se revolver na cama e não conseguiu dormir a noite toda. Acordou na manhã seguinte e disse: ―Tive um sonho mas não tenho certeza sobre o que sonhei. Você já teve um sonho e acordou na manhã seguinte sem saber o que sonhou? Claro. E você confirma: ―Sonhei, mas não me lembro sobre o que. Dizem que se você comer pizza entre 10 e 11h da noite, ou mesmo uma boa macarronada, o sangue do cérebro é derivado para o aparelho digestivo e você sonha.  
 
Posso assegurar-lhe que o rei Nabucodonosor não havia comido massa ou comida mexicana. Garanto-lhe que o sonho real não foi proveniente de algum fenômeno ou processo físico. Foi o Deus do Céu que concedeu o sonho ao rei. E a Escritura diz que o rei chamou magos, astrólogos, feiticeiros, encantadores e caldeus para decifrar o sonho. Quem era esse grupo que o rei mandou chamar?  
 
Magos. Eles eram o grupo real de peritos. Existem onze citações sobre eles no Velho Testamento. Geralmente eram elementos obrigatórios nas cortes. Os magos punham óleo na água e olhavam os desenhos formados pelo fluido, tentando prever o futuro pelas imagens aleatoriamente delineadas. Eles também eram quiromantes, pretendendo ler as linhas da palma da mão e predizer o futuro do dono. Ainda dispunham cartas — eram cartomantes — e ―liam-nas‖ para fazer adivinhações. Um de seus principais sortilégios era matar uma vaca e olhar as conformações de seu fígado tentando predizer o futuro.  
 
Astrólogos. Esses olhavam e estudavam os desenhos formados no céu. É bom que se diga que existe uma diferença abissal entre astronomia e astrologia. Astronomia é a ciência que estuda os movimentos dos corpos celestes. Mas astrologia é uma ciência que observa as várias constelações e pretende adivinhar o destino e futuro das pessoas através dessas formações cósmicas. Talvez você não saiba, mas acima de 3000 jornais nos Estados Unidos têm uma seção de astrologia. Algumas pessoas procuram viver sua vida e orientá-la segundo os horóscopos. Pouco tempo atrás, recebi uma propaganda de cartão de crédito interessante. Você também recebe algumas dessas pelo correio, não é? Eu pretendia chamá-la de ―correspondência-lixo‖, mas talvez, eufemisticamente, devêssemos chamá-la ―correspondência não solicitada‖. Essa é uma expressão mais suave.  
 
Como ia dizendo, recebi uma ―correspondência não solicitada‖ fazendo publicidade de um cartão de crédito. E dizia o seguinte: Se você adquirir este cartão, daremos de brinde uma assinatura grátis da revista de horóscopos. Sabe o que fiz? Joguei fora o mais rápido possível. Não quero chegar nem perto daquele cartão de crédito. Os astrólogos presunçosamente tentam guiar a vida das pessoas através dos movimentos e formações estelares e planetárias.  
 
Médiuns. Premonição, telepatia, telecinesia, necromancia, previsões futuristas… Você pode ficar curioso sobre quem eram os chamados caldeus do verso 2. Eles formavam a elite dos eruditos, os PhDs de Babilônia. Então, o rei Nabucodonosor deu lugar a todas as crendices daqueles que achavam saber algo. Angustiado, disse: ―Magos, joguem seu óleo na água, e digam-me o futuro. Astrólogos, olhem para o céu e me revelem o que sonhei ontem à noite. Qual o seu significado? Médiuns pratiquem seus fenômenos e encantamentos mediúnicos. O que sonhei na noite passada? Qual o seu significado?‖
 
Eles se apresentaram perante o rei e disseram: ―OK, sua majestade, não há problema. Podemos dizer-lhe o que o sonho significa. O senhor só tem de contar-nos o que sonhou e nós daremos o sentido. Por favor, senhor, não nos olhe desse modo. Podemos acertar ou errar, mas daremos o significado. Mas em sua mente cogitavam: ―Bem, se algo der errado podemos dizer que não havíamos dito que acertaríamos. Podemos inventar qualquer interpretação, certo?  
 
Pois é, tudo bem. Mas o rei não era nada tolo e disse: ―Sinto muito, caldeus, mas eu não me lembro do que sonhei. E sou mais esperto do que vocês. Se vocês não conseguem me dizer o que aconteceu no meu quarto na noite passada, como conseguirão revelar-me 2.500 anos à frente da história? Isso não é lógico?  
 
Ora, se eles não conseguiam nem saber o que o rei sonhara na noite anterior, como conheceriam o que iria acontecer em um, dez, vinte e cinco, cem, mil anos? Ele disse: ―Muito bem, pessoal! Ou vocês me dizem o que sonhei ontem ou vou mandar cortar seus braços, pernas e cabeça. Apenas me digam o que sonhei. E mandou publicar um decreto por todo o império.  
 
Enquanto o decreto se tomava público, a notícia chegou até a casa de Daniel. Daniel não era mago, astrólogo ou médium, mas fazia parte da elite de eruditos. Ele não estava presente no salão real quando o rei chamou os sábios.
 
Vamos a Daniel, capítulo 2. Preste bem atenção no verso 15. Aqui está um problema sem solução aparente, uma terrível complicação impossível de ser resolvida; uma crise em que a vida de Daniel está em jogo. ―E disse a Arioque, encarregado do rei: Por que é tão severo o mandado do rei? Então Arioque explicou o caso a Daniel. Foi Daniel ter com o rei e lhe pediu designasse o tempo, e ele revelaria ao rei a interpretação. Então Daniel foi para casa, e fez saber o caso a Hananias, Misael e Azarias, seus companheiros, para que pedissem misericórdia ao Deus do céu, sobre este mistério…‖  
 
Verso 19: ―Então foi revelado o mistério a Daniel numa visão de noite; Daniel bendisse o Deus do céu.‖  
 
Daniel não tinha a solução do problema. Mas ele conhecia Alguém que sabia a solução do problema. Através da oração, Daniel descobriu os mistérios por revelação pessoal de Deus. Na crise final da história deste mundo, haverá muitos problemas que não conseguiremos resolver a não ser que saibamos orar. Enfrentaremos problemas em nosso casamento, em casa com nossos filhos, problemas financeiros, de saúde…  
 
Vocês sabem que no mundo em que vivemos existe sempre alguém que pode resolver qualquer problema. Para qualquer problema de saúde existe um especialista. Há oftalmologistas (especialistas em olhos), otorrinolaringologistas (ouvido, nariz e garganta), odontólogos ou dentistas, cardiologistas, ortopedistas, especialistas em problemas de coluna e articulações. Você tem um especialista para a narina direita e um para a esquerda. Um especialista para o ouvido direito…
 
Não me interprete mal. Eu louvo a Deus pela ciência médica e todos os seus especialistas. Esse não é o ponto. O que quero pôr em destaque é que para qualquer problema que você tenha em nossa sociedade, consegue encontrar alguém que tem condições de lhe dar uma solução. Se você tem um problema financeiro, existem bancos e agências financeiras para resolver. Há até bancos que enviam o dinheiro do empréstimo para sua casa via motoboy. Não é verdade o que estou dizendo? Seu carro está com problemas? Existem oficinas e mecânicos especializados que podem resolver qualquer enguiço.  
 
Você está com problemas no casamento? Existem centenas de conselheiros matrimoniais; basta procurar nos classificados dos jornais. Não estou sequer insinuando que isso seja errado. Tudo que estou sugerindo é que não havia nenhum ser humano que pudesse resolver o problema de Daniel. A única solução era buscar a Deus de joelhos, em oração. A única solução era uma solução divina.
 
O Deus dos Mistérios
 
Quando você chega ao final da estrada; quando o caminho da existência não apresenta escape; quando você tentou todas as soluções humanas e está frustrado, cansado e não tem outro lugar para ir, existe saída sim. Assim como Daniel encontrou resposta no lugar secreto em oração para a crise de sua vida, você também pode encontrar solução.  
 
Deus revelou o sonho a Daniel e ele foi ter com o rei e disse: ―Mas há um Deus nos céus…‖ Daniel, capítulo 2, verso 28. Ele não disse: ―Talvez haja um Deus nos céus‖, ou ―Quem sabe exista um Deus nos céus‖, ou ainda, ―Eu acho que existe um Deus no céu.‖ Sua afirmação trazia a certeza da fé:  
 
―Mas há um Deus nos céus…‖ Eu gosto muito dessa certeza, e vocês? Eu gosto desta segurança: ―Mas há um Deus nos céus, o qual revela os mistérios…‖ Existe algum segredo, algum mistério, em sua vida? Você está muito preocupado com o futuro, com os filhos, com suas finanças e dívidas? Há um Deus nos céus, o qual revela os segredos. Ele revelou há 2.500 anos e revela ainda hoje.  
 
―Mas há um Deus nos céus, o qual revela os mistérios; pois fez saber ao rei Nabucodonosor o que há de ser nos últimos dias. O teu sonho e as visões da tua cabeça quando estavas no teu leito são estas…‖ Atente para o que ele diz: ―Nabucodonosor, o sonho é para o final ou Últimos dias. Embora ele comece agora, termina no fim dos tempos. Esse é um sonho que te conduz pelo túnel do tempo, que te leva até o final de todas as coisas, aos últimos dias da história deste mundo.‖  
 
As Escrituras dizem: ―… pois te fez saber o que há de ser nos últimos dias…‖ Então, Daniel continua a explanação: ―Estando tu, ó rei, no teu leito, surgiram-te pensamentos a respeito do que há de ser depois disto. Aquele, pois, que revela mistérios te revelou o que há de ser.‖ Agora o verso 31: ―Tu, ó rei, estavas vendo, e eis aqui uma grande estátua; esta, que era imensa e de extraordinário esplendor, estava em pé diante de ti; e a sua aparência era terrível. A cabeça era de fino ouro, o peito e os braços de prata, o ventre e os quadris de bronze; as pernas de ferro, os pés em parte de ferro, em parte de barro.‖ Verso 34: ―Quando estavas olhando, uma pedra foi cortada sem auxílio de mãos, feriu a estátua nos pés de ferro e de barro e os esmiuçou. Então foi juntamente esmiuçado o ferro, o barro, o bronze, a prata e o ouro, os quais se fizeram como a palha das eiras no esteio, e o vento os levou, e deles não viram mais vestígios…‖  
 
―Daniel, Daniel, foi isso exatamente o que vi em meus sonhos: uma imagem com a cabeça de ouro, peito e braços de prata, ventre e quadris de bronze, pernas de ferro e os pés de ferro e barro. Então vi uma pedra caindo, cortada sem auxílio de mãos, e esmagando os pés da imagem como palha de estio. E a pedra se tornou uma montanha que encheu toda a Terra.‖ Diga-me: se você fosse Nabucodonosor e Daniel tivesse acabado de explicar o seu sonho o que você lhe diria? Talvez: ―Daniel, esse foi o meu sonho, mas o que quero saber agora é o que significa.‖  
 
Pense. Será que as profecias bíblicas são apenas uma questão de interpretação pessoal? Você já ouviu isso? Muita gente diz que qualquer um pode extrair as mais variadas interpretações sobre as profecias. Agora, espere um pouco. Acabamos de ler uma profecia sobre uma imagem com quatro metais: ouro, prata, bronze e ferro. Como podemos entendê-la? O que fazer? Vamos supor que você nunca houvesse escutado essa profecia. Eu poderia pedir-lhe que pegasse uma folha de papel e escrevesse o que a profecia significa para você. Alguém poderia dizer, por exemplo: ―Ouro… Bem, ele representa o seguinte: uma nação com muito dinheiro. A prata significa…‖ Quantas interpretações teríamos em mãos?  
 
Depois de receber as opiniões escritas de todos, fecho os olhos e tiro uma folha dobrada do chapéu e concordamos democraticamente com o significado. Você acha que essa é a maneira certa de interpretar uma profecia? Deixamos cada um interpretar de acordo com suas próprias idéias e então escolhemos a explicação que soar melhor.  
 
Quem deu essa profecia a Nabucodonosor? ―Mas há um Deus‖, Onde? Nos céus. Que faz Ele? Revela segredos. Está claro que foi Deus quem concedeu a profecia. Agora preste atenção no capítulo 2, verso 36: ―Este é o sonho; e também a sua interpretação…‖ Note com mais atenção a seqüência do verso: ―… (nós) diremos ao rei.‖ Quem são ―nós‖? Deus e Daniel! Então essa não é uma interpretação humana. Com certeza não é a interpretação de Mark Finley. Mas a que Deus deu a Daniel e que este deu ao rei. Daniel registrou as palavras da interpretação no livro. Atente bem:  
 
―Tu, ó rei, rei dos reis, a quem o Deus do céu conferiu o reino, o poder, a força e a glória…‖ (Deus e Daniel estão explicando o sonho) ―… a cujas mãos foram entregues os filhos dos homens, onde quer que eles habitem, e os animais do campo e as aves dos céus, para que dominasses sobre todos eles, tu és a cabeça de ouro.‖  
 
Metais Proféticos
 
Então Daniel olha para o rei Nabucodonosor e lhe diz: ―Tu ó rei, és a cabeça de ouro.‖ Quem, então, representa a cabeça de ouro? Nabucodonosor ou seu reino? Será que temos de interpretar esse detalhe segundo nossa visão particular? Não! Porque a Bíblia diz: ―Tu, Nabucodonosor, és a cabeça de ouro.‖ Nabucodonosor ou seu reino, Babilônia, representa a cabeça de ouro. O que representa o segundo metal? Verso 39: ―Depois de ti se levantará outro reino, inferior ao teu…‖  
 
Um reino de prata. Um segundo reino se levantará, representado pela prata que é inferior em valor ao ouro. O texto não diz o nome do reino, mas saberemos alguns capítulos à frente.  
 
―E um terceiro reino, de bronze… O quarto reino será forte como o ferro…‖ (verso 40). Agora vamos ao verso 41: ―Quanto ao que viste dos pés e dos dedos, em parte de barro de oleiro e em parte de ferro, será isso um reino dividido…‖  
 
Temos quatro tipos de metais: ouro, prata, bronze e ferro. E os dedos eram de quê? Ferro e barro. Cada metal representando, de acordo com a Bíblia, um reino. A Bíblia diz que o primeiro metal é o reino de Nabucodonosor, Babilônia. Você percebe que os metais aparecem em ordem decrescente de valor na estátua, cada um representando um império universal.  
 
Mas qual é a nação que vem após Babilônia? A Bíblia nos ajuda a descobri-la. Abra a Escritura no quinto capítulo de Daniel. Que nação destronou Babilônia? Ela é representada pelo segundo metal que compunha o peito e os braços de prata. Daniel5, verso 26: ―Esta é a interpretação: MENE: Contou Deus o teu reino e deu cabo dele. TEQUEL: Pesado foste na balança, e achado em falta.‖ Verso 28: ―PERES: Dividido foi o teu reino, e dado aos medos e aos persas.
 
Então, qual nação estava representada pela prata? MedoPérsia. Agora pergunto: os medos-persas reinaram para sempre? Claro que não! Porque um terceiro reino está descrito como se seguindo a esse império. Ele é representado pelos quadris de bronze. É verdade que a Bíblia diz, nome por nome, os impérios que vieram depois da Medo-Pérsia? Sim!  
 
Vamos a Daniel, capítulo 8, verso 20. A maravilhosa profecia do oitavo capítulo do livro que estamos estudando exibe uma pequena mudança de simbolismo — de um metal, o bronze, para um bode peludo. E revela o nome da nação que derrotaria a Medo- Pérsia, a qual, por sua vez, subtraíra a soberania à Babilônia: ―Aquele carneiro que viste com dois chifres são o rei da Média e da Pérsia.‖ E que nação tiraria a hegemonia mundial da Medo-Pérsia?  

Verso 21: ―mas o bode peludo é o rei da Grécia…‖ Quem?  
 
O rei da Grécia. O império grego segue-se ao medo-persa. Recapitulando: a cabeça era de ouro e representava Babilônia. Você leu e confirmou isso na Bíblia. A prata representa a nação que vem em seguida à Babilônia. Medo-Pérsia. E os quadris de bronze representam a nação que sucede a Medo-Pérsia. Grécia. A história comprovou essa profecia ao pé da letra? Com certeza, como veremos adiante.  
 
Prosseguindo, a Bíblia diz que o quarto reino representava as pernas de ferro. Vamos voltar ao capítulo 2 de Daniel, verso 40: ―O quarto reino será forte como ferro; pois, o ferro a tudo quebra e esmiúça; como o ferro quebra todas as cousas, assim ele fará em pedaços e esmiuçará. Quanto ao que viste dos pés e dos dedos, em parte de barro de oleiro e em parte de ferro, será isso um reino dividido…‖  
 
Que nação veio depois da Grécia na sucessão de grandes impérios mundiais? Roma. E Roma foi representada pelos dez dedos da estátua como dividida a certa altura de sua trajetória histórica. Agora vamos verificar a maravilhosa precisão dessa profecia. Babilônia, descrita na cabeça de ouro, governou o mundo de 605 até 539 AC. Você sabia que o ouro foi um símbolo muito apropriado para Babilônia? Babilônia foi o império mais extenso do mundo e sua riqueza incomparável. Na verdade, o deus de Babilônia, BelMarduque, era representado como assentado num trono de ouro, ao lado de uma mesa de ouro, perto de um candelabro de ouro. Ouro era o símbolo perfeito para Babilônia.  
 
O profeta Jeremias, no capítulo 51 de seu livro, diz: ―Oh, Babilônia, o império de ouro.‖ Os profetas bíblicos reconhecem Babilônia como a cabeça de ouro. Babilônia governou o mundo de 605 AC até 539 AC. Mas então outro império surgiu. A prata, Medo-Pérsia. Os medos e os persas venceram Babilônia em 539 AC a cidade de Babilônia, capital do império, era tão poderosa, tão fantástica, que tinha muros de mais de 15m de largura. Os muros de Babilônia eram tão largos que duas carruagens podiam correr lado a lado sobre o muro. O rio Eufrates passava por dentro de Babilônia e a provia de água. Naqueles dias, quando uma nação queria sufocar belicamente e derrotar outra, cercava a cidade e bloqueava seus suprimentos. Alguns historiadores famosos dizem que Babilônia tinha estoque de alimentos para vinte anos armazenado dentro da cidade.  
 
Quando os medos-persas a cercaram, os guardas de Babilônia subiram no muro, jogaram alimentos para baixo e disseram: ―Oi, pessoal, se vocês estiverem com fome, aqui vai um sanduíche, um ―babilônia especial‖, no capricho! Eles podiam jogar alimento pelo muro e desafiar os exércitos inimigos. Como foi então que Babilônia caiu? Como aquele poderoso império desmoronou?  
 
Ciro, o Profético General Persa
 
Vamos até o livro de Isaías. Esse é um dos livros mais maravilhosos que já li. Contém profecias as mais incríveis. Deus não apenas revelou o nome da nação que abateria Babilônia, como também deu o nome do príncipe persa que comandaria o ataque final à cidade, mais de 150 anos antes dele nascer. Vejam só, foi em 539 AC que Dario, o medo e Ciro, o persa, juntaram suas forças formando o império medo-persa para derrotar Babilônia. E o Deus de Israel deu o nome de quem prostraria o orgulhoso império de Nabucodonosor, um século e meio antes. Que Deus poderoso! Os médiuns podem adivinhar, os astrólogos consultar seus mapas astrais para tentar descobrir o futuro, os feiticeiros e magos podem especular, mas a profecia não adivinha, ela afirma. Ela olha para o futuro com os olhos de Deus. Vejam o que foi escrito 150 anos antes de Ciro vir ao mundo. Isaías capítulo 44, versos 27 e 28: ―Que digo à profundeza das águas: Seca-te, e Eu secarei os teus rios; que digo de Ciro: Este é Meu pastor e cumprirá tudo o que Me apraz; que digo também de Jerusalém: Será edificada; e do templo:Será fundado.
 
Você se lembra que em 605 AC. Nabucodonosor ataca e Jerusalém é destruída e Daniel e seus amigos são presos. Mas a escravidão está chegando ao final. Enquanto vai terminando, Deus diz em Isaías, 150 anos antes dele nascer: Você será meu pastor, você levará meu rebanho Israel, de volta a Jerusalém. Você reconstruirá Jerusalém novamente. Ele não tinha nascido ainda e Deus diz o nome dele 150 anos antes. Isaías 45 verso 1: ―Assim diz o Senhor ao Seu ungido, a Ciro, a quem tomo pela mão direita, para abater as nações ante a sua face; e descingir os lombos dos reis, para abrir diante dele as portas, que não se fecharão.‖  
 
Agora note, um persa de nome Ciro, secaria a nascente do rio Eufrates. O que aconteceu? Uma vez eu estive com meus alunos no grande museu britânico em Londres e vi o famoso cilindro de Ciro. O cilindro de Ciro é um documento arqueológico original de pedra, mostrando como a Medo-Pérsia venceu Babilônia.  
 
Assim foi que Ciro penetrou a inexpugnável fortaleza babilônica: O rio Eufrates passava por dentro da cidade de Babilônia. Estrategicamente, Ciro construiu um grande reservatório ao lado do rio. Desviou seu curso para o reservatório, secando seu leito. Reunindo suas tropas, marchou pelo leito seco do rio e passou por baixo das comportas que regulavam o fluxo de água para a cidade. Mas aos babilônios também construíram muros dentro do rio. Então, para que os medos-persas pudessem passar pelos muros internos, tinham antes de ultrapassar os muros externos. Mas os portões dos muros internos não estavam. fechados nesse dia, porque houve na cidade um festival de bebidas na noite anterior. Os portões foram deixados abertos e a Medo-Pérsia destronou Babilônia pelas mãos de Ciro, conforme previsto 150 anos antes.
Alexandre Magno Entra em Cena
 
As profecias não fazem jogos de adivinhação; elas afirmam. Babilônia foi seguida pela Medo-Pérsia exatamente como a Bíblia predisse. E a Escritura previra o surgimento de outra nação. E assim sucedeu. A Grécia governou o mundo de 331 até 168 AC. Alexandre Magno, o grande líder grego havia conquistado a hegemonia mundial com 32 anos, e com 33 morreu bêbado, arruinado, pensando haver conquistado o mundo. Jesus morreu pregado numa cruz aos 33 anos, tendo uma dilacerante coroa de espinhos em Sua cabeça e o sangue escorrendo por Sua face.  
 
Aos 33 anos, Jesus morreu estabelecendo o verdadeiro domínio sobre o mundo. Jesus e Alexandre, um teve todos os reinos deste mundo mas morreu sem nada. O outro não tinha nada neste mundo mas morreu conquistando tudo. Homens e mulheres que se vendem barato para o mesmo mundo de Alexandre, quando chegam ao fim de sua vida, alguém deles diz: ―Exalou seu último suspiro.‖ Quando você está morrendo, respirando mal num leito hospitalar, porque a radioterapia ou a quimioterapia não deu resultado; ou quando um ataque cardíaco fatal põe fim à sua vida, você vai para o túmulo, o que mais importa?  
 
Existe apenas uma coisa, ou melhor, Alguém: Jesus. O que vale é ter a segurança de que a sua vida está escondida com Ele, a vida eterna. Alexandre o grande foi para o túmulo sem conhecer a segurança e a paz que advêm somente de Jesus. Os reinos deste mundo não podem oferecer-lhe isso, amigo.
 
Ascensão, Queda e Fragmentação de Roma
 
Mas a Grécia desapareceria e outro reino surgiria — Roma. Ela governou o mundo de 168 AC até 351 DC. Pernas de ferro. Agora preste atenção: Ouro, prata, bronze, ferro. Existe uma escala descendente de valores. Passamos por impérios mundiais da história onde a moralidade esteve cada vez mais em baixa. Onde não existe uma base moral para apoiar a sociedade, o declínio e extinção são inevitáveis. A sociedade finalmente chega apodrecida e desmoronando no tempo dos pés de ferro e barro, prestes a cair em definitivo. A palavra de Deus tem predito o futuro com terrível exatidão.  
 
Retomemos a Daniel, capítulo 2. Bem, se eu tivesse profetizado humanamente, sabem que seqüência eu daria? Ouro, prata, bronze, ferro, cobre, estanho, zinco, magnésio. Em outras palavras, ficaria vaticinando apenas metais. E diria: Babilônia é a primeira nação, depois vem outra, e outra, e outra… Isso não é lógico? Se você tem quatro metais, por que não pode ter cinco, seis, sete… Do ponto de vista humano, isso tem certo sentido.  
 
A profecia não disse: Existirá uma Babilônia e depois virá outra e outra e outra. Já mostramos que Deus disse antecipadamente o nome da Medo-Pérsia. Também disse o nome de Ciro 150 anos antes de ele existir. Deus falou na Grécia 200 anos antes dela surgir. Profecia não é algum misticismo vago e comum. Ela é exata e específica, porque é o Deus dos céus quem prediz o futuro.  
 
Ferro, Barro e Dedos
 
Mas o que Deus diz depois das pernas de ferro? Verso 41: ―Quanto ao que viste dos pés e dos dedos, em parte de barro de oleiro e em parte de ferro, será isso um reino dividido [Roma], contudo haverá nele alguma cousa da firmeza do ferro, pois que viste o ferro misturado com barro de lodo. Como os dedos dos pés eram em parte de ferro e em parte de barro, assim por uma parte o reino será forte, e por outra será frágil.‖  
 
Você por certo já percebeu que a profecia afirma indiscutivelmente que não haverá outro império mundial depois de Roma. Ela diz sim que o domínio romano seria dividido. O processo de divisão do império romano aconteceu entre 351 e 476 DC. Os dez dedos representam a fragmentação do império romano em dez reinos menores, devido às invasões bárbaras realizadas pelos alamanos, ostrogodos, visigodos, anglo-saxões, lombardos, suevos, francos, burgúndios, vândalos e hérulos. Esses povos se estabeleceram no território da antiga Roma, que se desintegrou política e moralmente, formando as nações hoje conhecidas.  
 
Algumas dessas nações em que se distribuiu o velho império romano eram fortes como ferro e outras fracas como o barro. Qualquer criança de primeiro grau sabe que não foi um quinto reino universal que abateu Roma, mas que, na verdade, ela foi dividida em dez grandes segmentos.  
 
A história tem seguido a Bíblia como um mapa. Note, porém, o que a Bíblia diz aqui no verso 43. Sim, algumas de suas nações seriam fortes como Alemanha, Itália, Inglaterra, França e Espanha. Algumas não seriam militarmente poderosas, como Luxemburgo, Suíça, Andorra, Liechtenstein e Mônaco. Mas vamos ao verso 43: ―Quanto ao que viste do ferro misturado com barro de lodo, misturar-se-ão mediante casamento, mas não se ligarão um ao outro, assim como o ferro não se mistura com o barro.
 
Assim como o ferro e o barro não se misturam, haveriam de ser feitos tremendos esforços tentando sua reunião. Baldados e infrutíferos, entretanto. H. Grattan Guiness, em seu livro The Divine Program of the World’s History, pág. 321, colocou com muita lucidez: ―Entre incessantes e quase incontáveis flutuações, os reinos da moderna Europa, desde o seu surgimento até ao presente, têm somado uma média de dez. Nunca mais, desde a subdivisão da velha Roma, se uniram eles num só império; nunca formaram unidades, como os Estados Unidos da América. Nenhuma fórmula de orgulhosa ambição que visasse a reunir os fragmentos dispersos, alcançou êxito; sempre que surgiram, foram invariavelmente reduzidos a pedaços.
 
Eles misturar-se-ão mediante casamento. O que significa isso? A história registra fielmente as tentativas de reis e governantes tentando casar seus filhos com as filhas de outros imperadores europeus. As nações tentaram se unir para formar uma grande unidade familiar e dominar toda a Europa. Antes da I Grande Guerra Mundial, a maior parte dos reis europeus estava aparentada entre si. Veja: Jorge V da Inglaterra, Nicolau II da Rússia, Constantino I da Grécia, e os reis da Noruega e Dinamarca eram todos primosirmãos e netos de Cristiano IX da Dinamarca. Jorge IV, Guilherme II da Alemanha, a rainha da Grécia, a czarina da Rússia e as rainhas de Espanha e Noruega eram netos da rainha Vitória da Inglaterra.  
 
Houve várias tentativas de se unir a Europa através de laços familiares — a mistura das sementes e de sangue. ―Misturar-se-ão mediante casamento, mas não se ligarão um ao outro…‖ Observe, ―não se ligarão‖. Essa é uma afirmação categórica e irrefutável. Mas, ignorantes da profecia bíblica, reis, imperadores e ditadores promoveram batalhas políticas, conflitos e guerras, na tentativa de reunir toda a Europa. Carlos Magno, Carlos V, Napoleão, que dizia: ―O Deus Todo-Poderoso é demais para mim‖ e Hitler, esforçaram-se para reincorporar toda a Europa.
 
Em 1939, os exércitos alemães já tinham domínio sobre quase toda a Europa. Ainda faltava, porém, a Inglaterra que, apesar de quase arrasada pelos ataques dos mísseis V-1 e V-2, ainda era um baluarte contra as pretensões nazistas. O Führer marcara a invasão da Grã-Bretanha para 16 de setembro de 1940, porque nessa época do ano o mar e as condições atmosféricas eram favoráveis. Mas, estranhamente, houve tormentas e temporais contínuos até o dia 30 do mês. A armada nazista teve de atracar e fundear-se ao longo de enseadas, onde foi surpreendida por bombardeiros e caças da RAF. Hitler resolveu adiar a invasão para algum dia dos últimos meses do ano, para aproveitar-se do nevoeiro que camuflaria os vasos de guerra germânicos. Contrariamente às condições rotineiras do tempo, não ocorreram os habituais nevoeiros de inverno. Sem desistir, o ditador alemão marcou nova dada — 15 de fevereiro de 1941. No dia 14, houve um maremoto que assolou as costas européias. Mais um fracasso. Seria a mão divina, porventura? O sonho de reunificação conheceria sua ruína final quando o Führer ordenou a invasão da Rússia. Com a entrada dos Estados Unidos na guerra, a capitulação da Itália e do Japão, Hitler, desesperado e perseguido pelas tropas aliadas, pôs fim à sua desditosa vida suicidando-se num bunker de Berlim.  
 
Era bem possível que toda a Europa viesse a cair nas mãos dos nazistas, mas milagrosamente foi salva. Claro! o sonho do capítulo dois de Daniel diz que não se ligariam um ao outro. Essas palavras têm detido a ambição e as investidas de todos os que pretendiam conquistar a Europa. Por um tempo o comunismo se espalhou além da fronteira da Rússia, engolfando Ucrânia, Hungria, Polônia, Iugoslávia, Estônia, Letônia e Lituânia, Cuba, Albânia, mas foi detido. Por quê? Porque existe um sonho em Daniel, capítulo 2.  
 
A história tem-se cumprido ao pé da letra. A profecia não adivinha, ela sabe. A profecia não dá palpites ou faz prognósticos. Ela é precisa porque Deus está guiando o destino das nações. Note o que a Bíblia diz nos versos 43 e 44: ―Quanto ao que viste do ferro misturado com barro de lodo, misturar-se-ão mediante casamento, mas não se ligarão um ao outro, assim como o ferro não se mistura com o barro. Mas, nos dias destes reis, o Deus do céu suscitará um reino que não será jamais destruído
 
Sim a Bíblia profetizou que a Europa nunca mais seria uma nação unificada politicamente e sob um único governante. E profetizou o dia quando eles tentariam unir a Europa econômica, social, política e religiosamente. ―Mas o Deus do céu suscitará um reino‖. Então Daniel olha para a imagem, sua cabeça de ouro, peito e braços de prata, ventre e quadris de bronze, pernas de ferro e pés de ferro e barro. Também olha novamente para uma misteriosa pedra que foi cortada sem intervenção humana.  
 
Meu amigo, não estamos vivendo no tempo da cabeça de ouro, nem do peito e braços de prata, nem dos quadris de bronze, ou pernas de ferro; nem nos dias quando os dedos estavam juntos, no começo. Vivemos nos dias das unhas dos pés da imagem. O que á pedra cortada sem auxílio de mãos representa? Versos 44 e 45: ―Mas, nos dias destes reis, o Deus do céu suscitará um reino que não será jamais destruído…‖ Essa pedra representa claramente o eterno e infindável reino de Jesus Cristo.  
 
Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia, Roma surgiram e caíram. Mas então uma pedra cortada sem auxílio de mãos despedaça a imagem. E qual o reino que permanece para sempre? Vamos ao verso 45: ―Como viste que do monte foi cortada uma pedra, sem auxílio de mãos, e ela esmiuçou o ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro. O Grande Deus fez saber ao rei o que há de ser futuramente. Certo é o sonho.‖ Como é o sonho e fiel sua interpretação ―Certo.‖ A interpretação é o quê? ―Fiel.
 
Este mundo não chegará ao fim com uma grande guerra nuclear, ou uma avassaladora fome, ou ainda, quem sabe, num terrível terremoto. Não terminará com alguma catástrofe social. Uma pedra, sim, uma pedra, porá fim à infeliz história do pecado na Terra. Por toda Bíblia Jesus Cristo simboliza a grande pedra. Representa aquilo que é sólido, permanente, imutável, resistente, eterno. Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia e Roma tiveram seus momentos de glória. Mas esses reinos ascenderam e declinaram. Mas o reino eterno de Cristo está chegando. Não estamos vivendo nos dias de Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia ou Roma. Estamos vivendo no fim dos tempos.  
 
Durante a Segunda Guerra Mundial, quando as bombas estavam caindo sobre Londres, um pai e sua filha de seis anos estavam num abrigo de bombas, no porão de uma das grandes Igrejas de Londres. A mãe da menina havia morrido num ataque aéreo. Seus dois irmãos também haviam morrido na mesma noite tentando abrigar-se das explosões. O solo tremia, as bombas assobiavam e arrasavam prédios e quarteirões inteiros. A menina estava com medo, chorando convulsivamente. Ela disse a seu pai: ―Papai, papai segure minha mão.‖ O pai a confortou: ―Estou segurando sua mão, querida; agora durma.‖ Momentos depois, outra bomba explodiu. O prédio balançava ao impacto da detonação. Ela disse: ―Papai, papai, me abrace. Papai, eu estou com medo.‖ Ele se volveu e a acalmou: ―Vá dormir, querida.‖ As bombas continuaram caindo. Finalmente a menina olhou para o pai e disse: ―Papai, só conseguirei dormir se eu vir que você está olhando para mim.
 
―Só conseguirei dormir se você estiver olhando para mim.‖ Nos últimos dias da história deste mundo, fortes ondas se abaterão contra sua vida. Olhamos para o futuro e dizemos: Ele é um ponto de interrogação. O que o futuro nos reserva? E Deus diz: ―Eu estou olhando para você. Eu não dei as costas ao planeta Terra. Não vou empurrá-lo para bem longe no espaço e deixar que seja destruído. Mas voltarei em breve. Meu rosto está voltado para você. A pedra cortada sem auxílio de mãos esmiuçará os reinos deste mundo e o reino eterno de Cristo perdurará para sempre e sempre. Daniel estava cheio de esperança porque os reinos deste mundo não estão alinhados numa corrida política. Os reinos e destino deste mundo estão nas mãos de Deus e Seu rosto está voltado para nós.
 
Oremos: ―Oh, meu Pai. Agradecemos-Te porque as profecias não adivinham, elas sabem. Agradecemos-Te porque a profecia de Daniel capitulo 2, da grande imagem, se tem cumprido fiel, precisa e detalhadamente através dos séculos. Oh, meu Pai, ajudanos a reconhecer que Tu nos estás olhando. Quando nosso futuro for preocupante, Tu lá estarás. Quando estivermos temerosos, Tu lá estarás. Se Tu és grande o suficiente, e sábio o bastante para guiar o futuro do mundo, também podes guiar minha vida. Ajudanos quando nossa vida for escura. Vivemos em choque e tremendo de medo. Ajuda-nos a ver que Teu rosto está voltado para nós. Concede-nos a certeza de que estás nos guiando. Em nome de Jesus. Amém.
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