Revelando os Mistérios de Daniel - Capítulo nº 05 - Estudos Bíblicos Adventistas

Estudos Bíblicos Adventistas
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Revelando os Mistérios de Daniel - Capítulo nº 05

Revelando os Mistérios de Daniel
O Erro Fatal
 
Alguns anos atrás o Dr. Edward Gramm estava fazendo sua primeira pesquisa sobre o consumo de cigarros. Suas ―máquinas fumadoras‖ extraíam a nicotina dos cigarros e essa substância era pincelada sobre animaizinhos. Assim fazendo ele percebeu que o fumo e o câncer estavam relacionados. As cobaias desenvolviam cânceres muito semelhantes ao câncer humano.  
 
Então ele escreveu a um amigo, o Dr. Ochsner, de Lousianna, New Orleans, famoso cirurgião cancerologista. O Dr. Ochsner vinha operando muitas pessoas que fumavam e contraíam câncer pulmonar.  
 
Enquanto o Dr. Gramm fazia suas pesquisas sobre os efeitos do cigarro (sobre os pulmões, ele próprio continuava a fumar. Consumia um maço e meio por dia, em média. Quando descobriu estar com a terrível doença, escreveu novamente para o Dr. Ochsner. Ao receber a carta, o Dr. Ochsner disse ter sido a carta mais triste que recebeu na vida.  
 
O Dr. Gramm dizia: ―Caro Dr. Ochsner, sinto muito comunicar-lhe que contraí câncer nos dois pulmões. Não há saída.‖ Mais tarde, disse Ochsner: ―O brilhantismo do Dr. Gramm não o isentou de ter câncer pulmonar. Ele sabia, pelas pesquisas, o que estava fazendo e que fumar causava câncer, mas não se preocupou com isso.‖  
 
Quantas vezes nosso problema é que sabemos e não fazemos. Vamos abrir a Bíblia em Daniel, capítulo 5. O rei Belsazar, de Babilônia, sabia, mas não fez. Seu problema não era falta de informação, mas de não querer lidar com ela. Daniel5, verso 1: ―O rei Belsazar deu um grande banquete a mil dos seus grandes, e bebeu vinho na presença dos mil.‖ O rei queria ser famoso. Nas Escrituras, sua única contribuição é que ele fez uma festa, mais nada. Ele gostava de comer, beber e se regalar. Alguém disse que bons comedores e bebedores dificilmente são bons em qualquer outra coisa.  
 
Eram mil os convidados ao banquete. Tudo fora preparado para ser uma festa memorável. Venha comigo agora até Babilônia e imagine-se caminhando por suas largas ruas. A Lua brilha no céu, as estrelas cintilam como diamantes. As imagens douradas da cidade faíscam à luz do luar. Ouve-se então música de instrumentos de sopro, cítaras e percussão. Ao olharmos pelas janelas do palácio, vemos uma magnífica e régia sala de banquetes. A orquestra real anima a festa. Os homens e mulheres da realeza estão trajados com suas longas e ricas vestes, e jóias caríssimas. Suas mentes achamse entorpecidas pelo álcool e seus movimentos eram descoordenados e grotescos. A orgia seguia sem controle.
 
Em dado momento o rei Belsazar ergue sua voz engrolada e ordena de forma desafiadora: ―Tragam-me as taças!‖  
 
Abra a Bíblia em Daniel 5, versos 2 a 4. Belsazar estava bêbado, com a mente totalmente confusa. A consciência está dopada. ―Havendo Belsazar provado o vinho, mandou trazer os utensílios de ouro e de prata que Nabucodonosor, seu pai, tinha tirado do templo que estava em Jerusalém, para que bebessem neles o rei, os seus grandes e as suas mulheres e concubinas. Então, trouxeram os utensílios de ouro, que foram tirados do templo da Casa de Deus, que estava em Jerusalém, e beberam neles o rei, os seus grandes, as suas mulheres e concubinas. Beberam o vinho e deram louvores aos deuses de ouro, de prata, de cobre, de ferro, de madeira e de pedra.‖  
 
Imagine que setenta anos antes, mais ou menos, o rei Nabucodonosor foi a Jerusalém e confiscou os candelabros e todos os utensílios de ouro do templo, inclusive os vasos e taças usados no serviço do Senhor. Em seu estado de embriaguez, Belsazar ordena: ―Tragam os candelabros e os utensílios de ouro.‖ Esses objetos sagrados foram feitos quando da construção do santuário terrestre, o tabernáculo, por Moisés. Nesse templo os israelitas louvavam e adoravam a Deus. No templo construído por Salomão, o serviço prosseguiu por séculos, com os objetos de ouro tratados com a mais alta reverência.  
 
Agora os idólatras babilônios apanham as mesmas taças usados para o culto a Deus e trazem-nas para uso em sua sórdida orgi-
 
a. Esse foi o último desafio do imoral Belsazar, porque há uma linha que Deus traçou na areia. Existe um limite onde Deus diz: ―Você pode ir até aqui em seu desafio e não mais além.‖  
 
O Veredito Final
 
Daniel 5:5 e 6: ―Na mesma hora, apareceram uns dedos de mão de homem e escreviam, defronte do castiçal, na estucada parede do palácio real; e o rei via a parte da mão que estava escrevendo. Então, se mudou o semblante do rei, e os seus pensamentos o turbaram; as juntas dos seus lombos se relaxaram, e os seus joelhos bateram um no outro.‖  
 
Em meio àquela orgíaca festividade pagã, onde ressoavam risos sarcásticos regados a muito vinho embriagante, a mão de Deus escreveu na parede com letras de fogo, estranhas e misteriosas palavras. A Bíblia diz que o semblante do rei mudou. Ele ficou branco como um fantasma e se perturbou muito. De súbito, sua mente foi trazida à realidade. Sua cabeça rodava, o estômago estava revirado e ele procurou por algum medicamento. Seus joelhos tremiam descontrolados.  
 
Pense nisso. No princípio, o rei era o centro das atenções, desafiando e blasfemando-o Ele ria e brincava abraçado a várias mulheres. Em meio à sua arrogância etílica, mandou: ―Ei, tragam as taças até aqui pois iremos honrar ao Deus dos hebreus.‖ Quando levava aos lábios a taça sagrada, agora poluída com intoxicante bebida, a mão aparece escrevendo na parede.  
 
Belsazar não entendeu as misteriosas palavras. Mas seu semblante se transtornou e tornou-se pálido. Ficou com súbita azia e dor de cabeça. As mãos tremiam e os joelhos batiam um no outro. Agora ele repete o gesto de seu avô, Nabucodonosor, fez em duas ocasiões diferentes. Daniel 5:7: ―E ordenou o rei, com força, que se introduzissem os astrólogos, os caldeus e os adivinhadores; e falou o rei e disse aos sábios de Babilônia: Qualquer que ler esta escritura e me declarar a sua interpretação será vestido de púrpura, e trará uma cadeia de ouro ao pescoço, e será, no reino, o terceiro dominador.‖ Belsazar não aprendera com a experiência de seu ancestral. Repetiu o erro e de maneira blasfema, acintosa.  
Entram, então, os astrólogos, os caldeus, os adivinhadores e o rei promete honras e glória a quem decifrar a mensagem da parede. Mas, houve um problema. Daniel 5:8: ―Então, entraram todos os sábios do rei; mas não puderam ler a escritura, nem fazer saber ao rei a sua interpretação.‖  
 
No capítulo 2 de Daniel, o rei Nabucodonosor ordenou aos sábios do reino: ―Digam-me o que sonhei e qual a sua interpretação.‖ Os peritos reais confessaram embaraçados: ―Majestade, não podemos dizer o que sonhaste. Mas se o senhor nos contar o sonho, daremos a solução do enigma.‖ Os astrólogos, adivinhadores, os ledores de sorte, os magos, todos fracassaram.

 
Em Daniel 4, eles também não puderam interpretar o sonho da árvore, mesmo o rei contando o sonho completo. Eles não tiveram competência para dar o significado do sonho. Em Daniel 5, mesmo lendo a escrita, não puderam dar-lhe a tradução. Tudo isso me indica que Deus está querendo dizer-me algo. Astrologia, sortilégios, adivinhações, ciência falsa, não são dignos de crédito. Se você acredita nesse tipo de coisa, ou se se inclina curioso para essas falcatruas, ou ainda se você avidamente procura nos jornais o horóscopo, mesmo que seja por curiosidade, está envenenando a mente. Não preciso beber um litro de leite azedo para saber que ele está estragado. Apenas um gole me é suficiente para recusá-lo.  
 
Deus nos aconselha: ―E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não o lança em rosto; e ser-lhe-á dada.‖ Tiago 1:5. Podemos ir a ele e achar a fonte inesgotável de sabedoria, encontrar direções para nossa vida.  
 
O jovem rei Belsazar — nessa época ele deveria estar com mais ou menos 30 anos de idade — ficou preocupado. Versos 9 e 10: ―Então, o rei Belsazar perturbou-se muito, e mudou-se nele o seu semblante; e os seus grandes estavam sobressaltados. A rainha, por causa das palavras do rei e dos seus grandes, entrou na casa do banquete; e falou a rainha e disse: Ó rei, vive eternamente! Não te turbem os teus pensamentos, nem se mude o teu semblante.‖
 
Aprendemos aqui algo sobre a genealogia de Nabucodonosor e Belsazar. A propósito, quem era essa rainha que veio trazer conselho e orientação ao rei? Já veremos. Antes, vejamos a genealogia de Belsazar:
 
Nabopolassar
 
Nabucodonosor
 
Nabonidos (filho de Nabucodonosor)    

Belsazar (neto de Nabucodonosor)  
 
Em Daniel 5, o texto menciona Nabucodonosor como sendo o pai de Belsazar, e algumas pessoas pensam mesmo que o jovem rei seja filho do grande rei caldeu. Você já notou que em Mateus 1, Jesus é chamado filho de Davi? Mas Davi viveu cerca de 1000 anos antes de Jesus. Nós sabemos que Jesus não teve pai terreno, senão José, progenitor adotivo. Ele foi concebido por obra e poder do Espírito Santo e nasceu de modo sobrenatural. Mas a Bíblia chama Jesus de o filho de Davi.  
 
Algumas vezes, a Bíblia usa o termo pai para indicar descendência de alguém. Sempre é necessário saber qual a palavra constante do original hebraico, aramaico ou grego, para a exata compreensão da expressão. Aqui, pai não era a relação de parentesco mais imediata (pai-filho), mas, ―descendente de‖. Conforme evidências e provas bíblicas e arqueológicas sabemos que Nabopolassar teve um filho que se chamava Nabucodonosor, depois de Nabucodonosor veio seu filho Evilmerodaque. Evilmerodaque foi assassinado por Neriglissar, genro de Nabucodonosor. O filho de Neriglissar, Labashi-Marduque, foi morto ainda criança por conspiradores, de cuja gangue fazia parte Nabonidos (que também era genro de Nabucodonosor), posto no trono por seus companheiros. Seu filho Belsazar, na época da inscrição na parede, era co-regente com o pai, Nabonidos. Em verdade, inscrições encontradas em Babilônia revelam que ele não era o único monarca do império babilônico, mas general de exército e governador da cidade de Babilônia. Por isso prometeu a quem revelasse o segredo da inscrição na parede, que esse seria o ―terceiro em autoridade no reino‖, Dan. 5:29. Quanto à rainha, os registros históricos dizem que Nabucodonosor tinha uma filha casada com Nabonidos, e que deu à luz Belsazar.  
 
Belsazar, em meio ao pavor das afogueadas letras da parede, foi aconselhado pela rainha ou poderíamos chamá-la de rainha-mãe a consultar o venerando sábio Daniel, dos hebreus, porque ela se lembrava das revelações do profeta quando seu pai, o rei Nabucodonosor, teve dois enigmáticos sonhos interpretados da estátua e da árvore.  
 
Vamos ler Daniel5:10 a 12: ―Ora a rainha, por causa das palavras do rei e dos seus gr-andes, entrou na casa do banquete; e a rainha disse: Ó rei, vive para sempre; não te perturbem os teus pensamentos, nem se mude o teu semblante. Há no teu reino um homem que tem o espírito dos deuses santos; e nos dias de teu pai se achou nele luz, e inteligência, e sabedoria, como a sabedoria dos deuses; e teu pai, o rei Nabucodonosor, o constituiu chefe dos magos, dos encantadores, dos caldeus, e dos adivinhadores, porquanto se achou neste Daniel um espírito excelente, e conhecimento e entendimento para interpretar sonhos, explicar enigmas e resolver dúvidas, ao qual o rei pôs o nome de Beltessazar. Chame-se, pois, agora, Daniel, e ele dará a interpretação.‖
 
Daniel, a essa altura, deveria estar com cerca de 85 anos de idade. Por 70 anos viveu ele nesse reino e conheceu os tempos épicos de Babilônia, sua magnificência e grandeza.  
 
Daniel tinha excelente reputação junto à corte. Os elogios da rainha bem podem justificá-la. Ele era um homem de Deus, tinha ―o espírito dos deuses santos‖ e podia resolver problemas, dirimir dúvidas, interpretar sonhos. Estava, portanto, apto a atender ao angustiado rei.  
 
Pense: se Daniel por sete décadas pôde ser fiel a Deus em Babilônia, você também pode ser fiel a Deus onde está, não importa o que os outros pensem ou façam. Talvez alguma senhora que esteja lendo este livro pense consigo mesma: ―Você não conhece a minha casa, as músicas que meus filhos ouvem. Eles não são cristãos. Meu marido fala blasfêmias e profere maldições.  
 
Ora, se Daniel foi fiel a Deus num país como Babilônia; se Deus o manteve puro e leal ali, também pode fazer o mesmo com você. Mas você pode retrucar: ―Pastor, o Senhor não conhece o lugar onde trabalho. A desonestidade, as fotos pornográficas nas paredes, as blasfêmias, as brincadeiras… É muito difícil.‖ Lembrese de Daniel e do Deus de Daniel. A força do Senhor vai mantê10 firme e seguro onde você vive, trabalha, mora, estuda. Lembre-se também de um detalhe Daniel não estava em Babilônia por sua livre e espontânea vontade.  
 
Por vezes, para ser fiéis a Deus, temos de sair do lugar onde estamos. Também existem posições e lugares aos quais Deus nos conduz para exercermos influência. Quando você é colocado num ambiente que não escolheu, em meio a situações que não pode controlar, Deus tem todas as condições e poder para conservá-lo seguro, firme e fiel.  
 
―Então Daniel foi introduzido à presença do rei. Falou o rei, e disse a Daniel: És tu aquele Daniel, um dos cativos de Judá, que o rei, meu pai, trouxe de Judá? Tenho ouvido dizer a teu respeito que o espírito dos deuses está em ti…‖ Daniel 5:13 e 14.  
 
O borracho rei tenta ridicularizar a Daniel. Imagine situação; Daniel é o mais velho conselheiro do império babilônico. Ele viveu ali por 70 anos e Belsazar, um sujeito antipático, rebelde e arrogante, que estava completamente embriagado, olha para esse homem íntegro e tenta desfazê-lo.  
 
Ora, majestade, rei Belsazar, quem você pensa que estava governando o seu império quando Nabucodonosor ficou comendo grama por sete anos? Daniel. Com sua grande capacidade administrativa, esse douto estadista, intelectual e filósofo tratou dos negócios reais durante o tempo de ausência de Nabucodonosor. Agora, Belsazar diz: ―Acho que já ouvi falar sobre você. Ah, um escravo judeu.‖ Alguém disse que o bêbado costuma falar muito mais e dizer muito menos.  
 
Verso 16: ―Ouvi dizer, porém, a teu respeito que podes dar interpretações e resolver dúvidas. Agora, pois, se puderes ler esta escritura e fazer-me saber a sua interpretação, serás vestido de púrpura, e terás cadeia de ouro ao pescoço, e no reino serás o terceiro governante.‖ Isso parece bem uma tentativa de suborno, não é? Por que Daniel desejaria ser o terceiro no reino, se fora o segundo dirigente no reinado de Nabucodonosor?  
 
A resposta de Daniel: ―Os teus presentes fiquem contigo, e dá os teus prêmios a outro; todavia, vou ler ao rei o escrito, e lhe farei saber a interpretação.‖ (Verso 17). Em outras palavras: ―Não me interessa o quanto você paga; eu não posso ser comprado.‖ Você certamente já ouviu a máxima popular de que todo homem tem seu preço.  
 
Alguns trabalhos não valem a pena se levam você para longe de Deus, não interessando o quanto rendem.

 
Gostaria de me dirigir aos jovens, agora: Há relacionamentos que não valem a pena, não importa quão atraente seja a pessoa e quão persuasiva sua personalidade. Se ela não conhece Jesus, seu lar será um caos.  
 
Esse foi o grande momento de Daniel. ―Far-te-ei saber a interpretação, ó rei, mas não quero dinheiro ou posições; fiquem as tuas dádivas contigo.‖  
 
A essa altura dos acontecimentos, a banda real já havia parado de tocar. Os copos de vinho, que estavam pela metade, são colocados à mesa por mãos trementes. Todos olhavam fixamente para a parede e a inscrição nela feita. Onde antes havia alarido, gargalhadas desenfreadas e luxúria, agora reina nervosismo e ansiedade. Quando Daniel se apresentou, todos os olhos se voltaram para ele. Daniel sabia que naquela noite os pés dos soldados medos-persas estavam marchando rumo a Babilônia, e que o sangue do rei Belsazar seria derramado sobre o luzidio piso de mármore importado do salão de banquetes. Ele sabia que ninguém, exceto ele, sairia vivo daquele salão de festas.  
 
Esse homem de Deus fez, então, seu último apelo. Daniel ficou em pé à frente de todos aqueles cortesãos e eloqüentemente começa a traçar a história de Israel e Babilônia. Ele fala para mais de mil homens e mulheres meio embriagados. Danie15:18: ―O Altíssimo Deus, ó rei, deu a Nabucodonosor, teu pai, o reino e a grandeza, glória e majestade.‖  
 
Belsazar recordou-se da história. O rei Nabucodonosor fora honrado por Deus. Versos 19 a 21: ―E por causa da grandeza que lhe deu, todos os povos, nações e línguas tremiam e temiam diante dele; a quem queria matava, e a quem queria conservava em vida; a quem queria exaltava e a quem queria abatia. Quando, porém, o seu coração se elevou e o seu espírito se endureceu em soberba, foi derrubado do seu trono real, e passou dele a sua glória. E foi expulso do meio dos filhos dos homens, e o seu coração foi feito semelhante ao dos animais, e a sua morada foi com os jumentos monteses; deram-lhe a comer erva como aos bois, e do orvalho do céu foi molhado o seu corpo, até que conheceu que o Altíssimo Deus tem domínio sobre o reino dos homens, e a quem quer constitui sobre ele.  
 
―E tu, Belsazar, que és seu filho, não humilhaste o teu coração, ainda que soubeste tudo isso.‖ Você, sabia, rei, mas não quis tomar conhecimento, não quis se humilhar. O que dirá Deus a nós, nesta geração? Nós que vivemos à luz do cumprimento das profecias bíblicas. Guerras, rumores de guerras, fomes, incêndios, enchentes, terremotos, violência, tudo fala à nossa consciência. Temos o conhecimento das profecias. Não podemos apresentar desculpas. Todos podemos ter uma Bíblia nas mãos e investigar.  
 
Hoje o conhecimento sobre Jesus se espalhou até os confins da Terra, de mar em mar, de país a país. Não existem escusas. Se nos perdermos para a eternidade, não será por falta de conhecimento, mas por não querermos nos humilhar diante de Deus e fazerLhe a vontade soberana.  
 
Belsazar agiu como um néscio, um tolo e desprezou a sabedoria de Deus. Daniel, sem qualquer embaraço ou constrangimento, começou a interpretar a escrita: ―Esta pois é a interpretação daquilo‖ MENE: contou Deus o teu reino, e o acabou. TEQUEL: pesado foste na balança e foste achado em falta. PERES: dividido está o teu reino e entregue aos medos e persas.‖ Daniel 5:26 a 28.  
 
Essa foi a última noite dos babilônios e do rei Belsazar. Eles encheram a taça de sua iniqüidade. As demonstrações acumuladas de pecado dessa nação atingiram um ponto onde Deus disse: ―Basta!‖ Os babilônios cruzaram a linha-limite que Deus traçara. Daniel disse: ―Pesado foste na balança e foste achado em falta.‖  
 
As portas do imenso salão de festas foram escancaradas de súbito, e as espadas dos soldados medos-persas cintilaram sob a luz das velas dos candelabros. Belsazar foi trespassado pela espada persa e seu corpo jazeu numa poça de sangue. Aquela festa profana terminou de modo sangrento.  
 
Foi um massacre horrível que se estendeu por toda a Babilônia. A misericórdia de Deus se esgotara para aquela ímpia nação. O anjo da graça desdobrara suas asas e voltou ao Céu. A hora do julgamento havia chegado com o fatal veredicto.
 
Há sempre tempo para a última dança, a última festa, o último drinque, a última noitada. O tempo, todavia, está se esgotando para todos nós. Ninguém se perderá por ter feito ou deixado de fazer algo. Ninguém se perderá pelas coisas que deixou de saber. Perder-nos-emos porque não fizemos aquilo de que tínhamos conhecimento, porque Deus deixou que Sua luz brilhasse generosamente sobre nós. Deu-nos inúmeras oportunidades de nos alistarmos sob Sua bandeira, mas nós recusamos todas elas porque tínhamos outros interesses terrenos. Desprezamos a misericórdia, recusamos a graça, escarnecemos da expiação, rejeitamos a Cristo.  
 
O Tempo Se Esgota
 
Era o dia 5 de junho de 1947, na cidade de Chicago. Naquela noite um homem e seus amigos estavam no Soho Hotel, no centro da cidade, jogando cartas. Por volta da uma hora da manhã, ele ligou para sua esposa e disse: ―Querida, irei para casa após mais uma rodada de cartas e copo de uísque.‖ Sua esposa apelou: ―Por favor, querido, venha agora para casa. Já é muito tarde. Estou preocupada com você. Não fique mais tempo aí.‖ Ele volveu: ―Só mais uma rodada.‖  
 
Em poucos minutos um curto-circuito produziu um terrível incêndio no hotel. Duzentas pessoas ficaram feridas e sessenta morreram. Na manhã seguinte, os bombeiros retiraram o cadáver desse homem do meio dos escombros. Ele sabia que deveria ir embora, mas quis ficar mais um pouquinho, um pouquinho mais de tempo. Suplicou a sua esposa que concordasse em que ele ficasse um pouco mais.  
 
Deus deu tempo para Belsazar, mas ele se voltou contra o Senhor. Como Babilônia, este mundo está chegando ao fim. Os juízos de Deus logo se abaterão sobre este planeta impenitente, e o mundo viverá sua última noite. Alguns pedirão um pouco mais de tempo, mas não poderão ser atendidos.  
 
Muitos se preocupam e desejam fazer um compromisso com Deus agora, e dizem: ―Senhor, vou deixar esse vício, mas não agora. Vou desistir e abandonar todas as coisas que me separam de Deus, mas não agora. Vou mudar o comportamento vicioso, corrompido, mas não agora.  
 
Jesus lhe diz agora: ―Você quer seguir as pegadas de Belsazar, meu filho, e perder-se no último momento? Você sabe que voltarei e que precisa preparar-se, mas diz: Não agora. Por quê?‖  
 
Você sabe, tem conhecimento, mas não faz, não pratica o que conhece. Você não quer agora, abrir seu coração a Cristo, enquanto a misericórdia ainda continua intercedendo, enquanto a graça se prolonga por um pouco mais? Não se engane, estamos vivendo as últimas horas de nossa história. O amorável Pai está fazendo Seu último apelo, Seu último chamado.
 
Vamos orar ainda em tempo de graça: ―Senhor, nestas últimas e poucas horas restantes da história deste mundo, quero abrir meu coração a Ti. Quero ser teu servo. Quero entregar tudo ao Senhor. Ó meu Pai, estamos vivendo no tempo do Juízo Final, quando todo o conhecimento profético nos está revelado. Não temos desculpas quanto à ignorância. Pai, ajuda-nos a perceber que este é o momento de nos entregarmos completamente a Ti. Agradecemos-Te pelo magnífico plano da salvação, em nome de Jesus, amém.
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