Revelando os Mistérios de Daniel - Capítulo nº 06 - Estudos Bíblicos Adventistas

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Revelando os Mistérios de Daniel - Capítulo nº 06

Revelando os Mistérios de Daniel
Confiança na Crise
 
Vamos fazer um resumo dos capítulos estudados até agora. No capítulo 1, Ele é o Deus que transforma a derrota em vitória; capítulo 2, o Revelador de segredos; capítulo 3, o Redentor do Seu povo; capítulo 4, o Governador Universal, o Rei, e no capítulo 5, o Deus da justiça e do juízo.  
 
Antes de iniciarmos propriamente um novo capítulo, vamos rever os versos 30 e 31 do capítulo 5, para fazer a transição para o capítulo 6. Você se lembra de que no capítulo anterior, numa orgíaca e selvagem festa, quando a mente do rei se achava embebida de álcool, u‘a mão escreveu na parede: MENE, MENE, TEQUEL PARSIN. Daniel foi chamado e interpretou o significado da mensagem: ―O teu reino foi dividido e dado aos medos e persas.‖  
 
Está escrito (Daniel, capítulo 5, verso 30): ―Naquela mesma noite foi morto Belsazar, rei dos caldeus, e Dario, o medo, ocupou o reino, com a idade de sessenta e dois anos.‖  
 
Babilônia caiu. Nabopolassar, Nabucodonosor, Nabonidos, Belsazar. Pôs-se um fim à dinastia babilônica. Ela caiu. Dario e os medos tomaram o reino. Confira em sua Bíblia, no capítulo 6, versos 1 e 2: ―Pareceu bem a Dario constituir sobre o reino a cento e vinte sátrapas, que estivessem sobre todo o reino, e sobre eles três presidentes, dos quais Daniel era um, aos quais estes sátrapas dessem conta, para que o rei não sofresse dano.‖  
 
Absolutamente inacreditável! Babilônia cai e cede seu domínio aos medos-persas. E o rei medo-persa escolhe Daniel, o primeiro ministro, o secretário do estado, Daniel, nomeando-o como segundo presidente. Seria como a Rússia, após derrotar a América, tomar os homens da Casa Branca e pô-los como comandantes de seus quartéis. Ou a América, após derrotar a Rússia, nomear Gorbachev ou Yeltsin para ser vice-presidente dos Estados Unidos. Quando um país vence o outro, normalmente os oficiais políticos do reino vencido são depostos. Muitas vezes, perdem até suas cabeças. Mas Dario, viu alguma coisa em Daniel.  
 
Hoje, também, podemos ser uma vela na escuridão. Neste mundo cheio de pecado, nesta corrompida, desonesta e blasfema sociedade, existem aqueles que admiram a honestidade, a integridade, a honradez e a bondade. Você se lembra daquela história grega, que conta do filósofo Diógenes, que numa noite, caminhando pelas ruas, ia ao encontro das pessoas e iluminava-lhes a face. Quando lhe perguntavam: ―O que você está fazendo?‖, ele respondia: ―Procurando por um homem honesto na Grécia.‖  
 
Deus está procurando hoje ―Daniéis‖; homens e mulheres que decidam em seus corações servir a Deus. Certo escritor coloca a questão desta forma: ―A grande necessidade do mundo é a necessidade de homens e mulheres com responsabilidade, assim como a agulha com o ponto. Homens façam aquilo que é certo, mesmo que os céus caiam.‖ Deus está procurando homens e mulheres íntegros.  
 
Acima de Qualquer Suspeita, Mas…
 
Daria achou em Daniel um homem íntegro e colocou-o como primeiro presidente. Seria termos uma idéia sucinta da estrutura organizacional do império.
 
Estrutura do Governo — Rei — Dario
 
O Dario, o medo, de que fala esse capítulo foi o rei que derrotou os babilônios, e ele constituiu a Daniel como homem de confiança do primeiro escalão: ―Pareceu bem a Daria constituir sobre o reino a cento e vinte sátrapas, que estivessem sobre todo o reino, e sobre eles três presidentes, dos quais Daniel era um…‖ Temos aqui, então uma nova estrutura governamental. Quando um império tomava a hegemonia mundial de outro, era implantada uma nova estrutura política: Portanto, o rei constituiu três presidentes, e colocou Daniel como primeiro presidente. Abaixo destes três presidentes existiam outros 120 príncipes. Todos os príncipes prestavam contas aos presidentes e esses a Daniel, que por sua vez prestava contas diretamente ao rei. Logo que os dois outros presidentes começaram a perceber a indicação do rei, ciúme e inveja começaram a desenvolver-se em seus corações.  
 
O capítulo 6 revela a conseqüência do ciúme e o perigo de permitir que os pecados se desenvolvam em nossa mente. ―Então o mesmo Daniel se distinguiu destes presidentes e sátrapas, porque nele havia um espírito excelente, e o rei pensava constituí-la sobre todo o reino. Então os presidentes e os sátrapas procuravam achar ocasião contra Daniel a respeito do reino, mas não podiam achar ocasião ou culpa alguma, porque ele era fiel, e não se achava nele nenhum vício ou culpa.‖ (Dan. 6:4) Perceba-lhes a inveja e o ciúme. A Bíblia diz que ―não podiam achar ocasião ou culpa alguma.‖
 
Eles grampearam a linha telefônica direta de Daniel com o rei, checaram sua correspondência real depois que ele ia para casa, à noite. Entravam em seu escritório, pegavam a sua correspondência e a liam. ―Quantos fãs medos-persas ele conseguiu hoje? Quantos políticos denunciou? Quanto de propina levou para casa? Sabemos que todos são desonestos, que todos roubam um pouquinho, pelo menos. Talvez ele esteja desviando recursos reais para sua aposentadoria. Ninguém é perfeito e honesto.‖  
 
Investigavam tudo quanto podiam para descobrir algum indício incriminatório. Sua vida foi dissecada minuciosamente, até mesmo o que dizia quando em missão real, suas atitudes particulares e íntimas… ―Podemos usar alguma coisa contra ele? Há todos os indícios de que ele será o próximo rei; com certeza, pois é o primeiro presidente. Quem sabe queira planejar um golpe para depor Daria. Certamente ele é um velho homem, mas vai tentar manobrar e destruir o reino.‖ Checaram suas economias, palavras, ambições, vida pública, vida privada, tudo, tudo. Ele foi totalmente investigado, mas não acharam nada.  
 
O que você faria se alguém investigasse sua vida privada? O tipo de livros, revistas e jornais que você está lendo? Que programas de televisão está assistindo; os filmes que anda vendo, as palavras que usa?  
 
Daniel passou por rigoroso inquérito. Devassaram sua vida, mas Daniel nada tinha a esconder. É maravilhoso quando na sua vida não existe nada para ocultar. Existe extraordinária paz quando você pode ir para a cama e dizer: ―Não existe nada nas minhas ações que gostaria de ocultar das pessoas. Minha vida é transparente diante de Deus e dos homens.‖ É muito bom saber que não existe nenhum segredo que possa ser levado a público e envergonhar você…  
 
Como aqueles inquisidores nada puderam achar, disseram: ―Nunca acharemos ocasião alguma contra este Daniel, se não a procurarmos contra ele na lei do seu Deus.‖ (verso 5) Se alguém acusá-la de ser leal a Deus, continue sendo. Se alguém o condena porque você tem princípios, se o motivo da ridicularização são seus firmes valores morais, não há problema. Se alguém o censura e marginaliza por motivo de ciúmes, inveja, maldade ou qualquer razão infundada, continue assim.  
 
Os versos seqüentes dizem: ―Então estes presidentes e sátrapas foram juntos ao rei, e disseram — lhe: Ó rei vive para sempre! Todos os presidentes do reino, os prefeitos e sátrapas, conselheiros e governadores, concordaram em que o rei devia baixar um decreto e fazer firme o interdito, que qualquer que, por espaço de trinta dias, fizer uma petição a qualquer deus, ou a qualquer homem, e não a ti, ó rei, seja lançado na cova dos leões.‖ O que esse texto nos traz de pronto à mente? Uma mentira deslavada, cínica! Em outras palavras eles disseram: ―Todos os presidentes do reino se reuniram e resolveram que não adoraremos outro deus, exceto tu.‖ Todos os presidentes se reuniram? O primeiro presidente estava de acordo com eles? Não adoraria ele nenhum outro deus exceto Daria?  
 
A inveja explodiu em ciúme, e esse os levou a mentir. Sua mentira descarada eclodiu no desejo de condenar à morte um homem inocente.  
 
O grande perigo do compromisso
 
          •  Ciúme
 
                          •  Inveja
 
                                             •  Ambição
 
                                                                     •  Mentira
 
                                                                                             •  Morte (homicídio doloso)  
 
O pecado acariciado na mente nunca se enfraquece, pelo contrário, torna-se cada vez mais robusto e resistente.  
 
Você já ouviu falar sobre os drogados de Nova Iorque? Eles tem uma expressão própria de gíria — ―Macaco nas costas‖. Esses pobres infelizes contam a história de um homem que estava caminhando no Central Park, quando viu um macaquinho brincando no gramado. Ele se abaixou e disse: ―Que lindo macaquinho, quero levá-lo comigo.‖ Ele apanhou o macaco e o colocou nas costas.
 
Enquanto caminhava, o macaco colocou seus braços ao redor do pescoço do homem e começou a acariciar sua face. O homem então pensou: ―Esse macaco precisa de uma banana.‖ Comprou a banana e deu-a ao macaco, que comeu sem demora. Um pouco mais tarde, o macaco estava novamente com fome e o homem lhe deu mais uma banana. O macaco saltou de seus ombros e correu-lhe à frente. Isso era muito divertido. Mas à medida que o homem alimentava o macaco, esse continuava a crescer e começou a ficar difícil transportá-lo às costas. O macaco foi crescendo mais e mais, e ele caminhando meio curvado. Finalmente, depois de ter alimentado e carregado o macaco nas costas por muito tempo, esse transformouse num enorme e horrível gorila. O gigantesco primata colocou seus braços ao redor do homem, esmagou-o e partiu seus ossos, matando-o Depois foi embora dançando. Os drogados de Nova Iorque falam sobre esse macaco em suas costas. Contam como a droga começa com um pouquinho e vai crescendo, crescendo, como um macaquinho nas costas, até que mata quem a carrega.  
 
Vamos tomar como exemplo a mais gentil e perfeita dona de casa. Eu não tenho idéia de como seja uma santa dona de casa, mas usemos essa idéia assim mesmo. Ela tem aparência de santa, de um ente muito espiritual; vai à Igreja todos os sábados, mas ao voltar para casa, começa a criticar o sermão do pastor, pois não gosta nem um pouco dele. Também critica o vizinho, porque não simpatiza com ele. E o tio e a tia, o marido, os filhos… Esse espírito crítico irá se desenvolver tanto que destruirá totalmente sua espiritualidade, porque o pecado nunca retrocede.

Se você começar a assistir programas imorais na TV; tornarse-á apegado a eles e dentro de seis meses, Será hipnotizado, magnetizado por eles. O pecado nunca regride. Uma vez que se comece a acariciá-lo, idolatrá-lo e apreciá-lo, seja ele uma ambição, ira, cobiça ou qualquer outro sentimento negativo, jamais poderá diminuí-lo. Ele aumenta sempre mais. O pecado é o ―macaco nas costas‖. Quanto mais você o alimenta, mais ele cresce até matá-lo.  
Seu curso é invariável- o ciúme conduz à inveja, a inveja à ambição, a ambição à mentira e a mentira, automaticamente, à morte.  
 
Mas voltemos ao capítulo 6. Os inimigos de Daniel foram ver o rei. ―Agora, ó rei, estabelece o interdito, e assina a escritura, para que não seja mudada, conforme a lei dos medos e dos persas, que não se pode revogar.‖ No império medo-persa, quando uma lei era aprovada, nem mesmo o rei tinha. poderes para revogá-la. A lei era o mestre, e uma vez assinada, todos deviam servi-la. ―Por esta causa o rei Dario assinou a escritura e o interdito.‖ (Verso 9) Ora, quando Daniel soube que o decreto real fora assinado, entrou em sua casa e foi para seu quarto, no andar superior, ―onde as janelas estavam abertas para os lados de Jerusalém. Três vezes ao dia se punha de joelhos, orava e dava graças, diante do seu Deus, como também antes costumava fazer‖. (Verso 10)  
 
Você se recorda do que lemos no capítulo sobre o rei Belsazar. Belsazar sabia o que devia fazer mas não fez. Daniel sabia e fez: ―Ora, quando Daniel soube que a escritura estava assinada, entrou em sua casa, no seu quarto em cima, onde estavam abertas as janelas para o lado de Jerusalém, e três vezes no dia se punha de joelhos, orava e dava graças, diante do seu Deus, como também antes costumava fazer.‖ Daniel sabia que sem a oração não há poder.  
 
O profeta e estadista hebreu não permitiria que a obediência a Dario interrompesse seu relacionamento com Deus. Daniel sabia que Deus tinha estado com ele durante 70 anos no império babilônico. Tinha plena consciência e certeza de que Deus lhe tinha dado capacidades para servi-Lo, quando ainda adolescente. Sabia também que havia sido Deus que o ajudara a passar nos testes diante do erudito rei Nabucodonosor, e que lhe dera inteligência, conhecimento e capacidade. Ele sabia que foi Deus quem lhe deu a interpretação do sonho do rei. Testemunhara o livramento de seus amigos Sadraque, Mesaque e Abede-Nego da fornalha ardente. Daniel sabia que fora Deus que o ajudara a manter o reino unido por sete anos, enquanto Nabucodonosor estava sob a ação da terrível insanidade licantrópica, comendo grama como um bovino. Ele sabia que tinha sido Deus que o fizera interpretar o sonho do juízo e aquela grande árvore no capítulo 4 de Daniel. Estava plenamente convicto de que havia sido Deus que lhe permitira interpretar a escrita na parede e quem o tinha posto como primeiro presidente do reino medo-persa. Tinha certeza de que Deus estaria com ele nos momentos cruciais que enfrentaria. Sua fé não vacilaria agora, pois ele fazia de Deus a fonte de sua força e energia.  
 
Para Daniel, a oração não era algo que subia até o teto, resvalava e voltava para baixo. Não era algo sem sentido ou uma fórmula decorada. A oração era vida para sua alma, vitalidade de sua vida. Por isso, ajoelhado, Daniel orou. ―Então aqueles homens foram juntos, e acharam a Daniel orando e suplicando diante do seu Deus.‖
 
Acho que até posso vê-los. Eles foram ao rei Dario e buscaram manipular o soberano apelando-lhe à vaidade: ―Todos os presidentes do império se reuniram e concordamos que…‖ Mas que mentirosos! Nem todos concordaram, mas Dario assinou a lei e eles correram o mais rápido possível para executá-la.  
 
Eu os imagino não em sua melhor forma física, porque tinham festejado, bebido e comido tanta coisa e deviam estar balofos; o pior que ainda corriam trajados com suas longas túnicas. ―Vamos falar com Daniel!‖ Gosto de imaginar Daniel ajoelhado em seu aposento, com as janelas abertas para os lados de Jerusalém. Esse gigante de Deus, honesto, íntegro e com nervos de aço. Enquanto esse homem de fé, orava ajoelhado, os outros presidentes e seus asseclas espiavam através das árvores, olhando para a sua janela. ―Ele está orando, ele está orando!‖ Os desafetos de Daniel, por sua atitude de espionagem mesquinha, mostravam quem realmente eram. Tentam achar uma ocasião para incriminar o incorrupto Daniel.  
 
Façamos uma breve análise desse decreto arbitrário, tendencioso, malevolente. ―Então se apresentaram ao rei, e disseram: No tocante ao mandamento real, não assinaste o interdito, pelo qual todo homem que fizesse uma petição a qualquer deus, ou a qualquer homem, por espaço de trinta dias, e não a ti, ó rei, seria lançado na cova dos leões? Respondeu o rei: Esta palavra é certa, conforme a lei dos medos e dos persas, que não se pode revogar.‖ Notem os argumentos dos dispositivos dessa lei. Existem pontos muito significativos nele.  

 
 
•  Centro do Conflito
 
•  A Lei de Deus x Lei dos Homens
 
•  A Ordem de Deus x Ordem dos Homens
 
•  Reverência a Deus x Reverência aos Homens
 
O centro do conflito é a lei de Deus em confronto com a lei dos homens. Um dos mandamentos de Deus diz: ―Não terás outros deuses diante de Mim‖; a lei dos medos-persas dizia: Não adore a ninguém senão ao rei Dario. A lei de Deus e a lei dos homens estavam em conflito. A adoração a Deus ou a adoração a Dario era o motivo do embate. No fim da vida de Daniel aconteceu um conflito sobre a adoração. Quem você adora? Como você adora? Quando você adora? Percebem? A quem você adora, Deus ou os homens? Como você adora, seguindo as ordens de Deus ou dos homens? Quando vocês adoram a Deus? Você suspenderia sua adoração durante um mês? Nos próximos 30 dias só Dario pode ser adorado, portanto, há aqui um problema de tempo. Ao final de sua existência, Daniel enfrentou um teste de lealdade para com a lei de Deus e adoração, e no fim dos tempos, novo e temível teste será feito, fazendo com que os homens adorem a Seu Criador ou à criatura que se assenta no trono de Deus, querendo parecer Deus.  
 
Vamos fazer uma pequena pausa em Daniel 6. Deixe seu dedo indicador marcando esse capítulo e vamos até Apocalipse 14. Numa época chamada de final dos tempos, nas últimas horas da nossa história, mais uma vez o assunto será a adoração; mais uma vez o assunto será fidelidade, obediência. Apocalipse, capítulo 14, do verso 6 em diante: ―Vi outro anjo voando pelo meio do céu…‖, quando Deus fala de um anjo voando nos céus, significa a palavra de Deus indo rapidamente aos confins da Terra,‖… tendo um evangelho eterno para proclamar aos que habitam sobre a Terra e a toda nação, e tribo, e língua e povo…‖, aqui temos uma mensagem universal que vence todas as fronteiras geográficas, penetrando em todos os diferentes grupos idiomáticos. Chega a todos os países e nações do mundo, ―… dizendo com grande voz: Temei a Deus e dai — lhe glória…‖, a palavra temei não significa aqui, ter medo, mas sim manifestar reverência, ―… porque é chegada a hora do Seu juízo. E adorai aquele que fez o céu, a Terra, o mar e as fontes das águas.‖ A mensagem é: reverenciem a Deus, pois estamos vivendo nos dias do juízo final e adorem Aquele que fez os céus, a Terra e as profundezas do mar. Quem fez os céus, a Terra e as profundezas do mar? Como o chamamos, amigo? Qual é o Seu nome? Chamamo-Lo de Criador.  
 
Adoração Verdadeira e Paz
 
Aqui está o chamado para adorar o Criador, para Lhe sermos fiéis. Veja agora o verso 9: ―Seguiu-os ainda um terceiro anjo, dizendo com grande voz: ―Se alguém adorar a besta…‖ O verso 7 ordena adorar o Criador. O verso 9 adverte: não adore a besta. No verso 12 diz como evitar de adorar a besta: ―Aqui está a perseverança dos santos, daqueles que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.‖ Já o verso 12 diz que os que adoram o Criador e não à besta têm fé em Jesus e isso conduz à obediência, à observância dos mandamentos de Deus.  
 
Nos dias de Daniel, um líder poderoso assinou um decreto que proibia a adoração genuína. Em nossos dias, outro líder mundial irá unir o Estado e a Igreja e juntos forjarão um decreto que proibirá a adoração genuína. Daniel 3 e 6 são experiências paralelas. Em Daniel 3, um rei assinou um decreto que dizia: Quem não ajoelhar e adorar a imagem, irá para a fornalha. Mesaque, Sadraque e Abede-Nego foram fiéis e leais. Em Daniel 6, no fim da vida de Daniel, Dario assinou um decreto, aquela era uma lei real, prevendo pena máxima para a infração de seu disposto. Nos últimos dias, conforme Apocalipse, haverá um decreto similar. O problema será a adoração, a lealdade, a obediência. Minha pergunta é: Se hoje achamos difícil servir a Deus quando gozamos de plena liberdade, por causa da pressão de algumas pessoas na escola, no trabalho, em casa, em nosso clube. Se tais coerções nos levam hoje a conformarmo-nos com as imposições humanas, que faremos na crise dos últimos tempos? Será que Daniel se preparou para a crise de sua vida naquele momento, ou ele já vinha se preparando ao longo do caminho, tomando as decisões certas?  

 
No conflito final os problemas serão a lealdade, a obediência e a adoração, assim como o foram nos dias de Daniel.
 
•  Conflito final  
•  Lealdade  
•  Obediência  

•  Adoração  
 
Daniel 6, verso 16: ―Então o rei ordenou que trouxessem a Daniel, e o lançassem na cova dos leões. Disse o rei a Daniel: O teu Deus, a quem tu continuamente serves, ele te livrará.‖ Até mesmo Dario reconheceu que Daniel era servo de Deus. Na verdade, antes desse verso podemos ver a reação do próprio Dario, que percebera a farsa engendrada contra Daniel, mas nada podia fazer após ter assinado o decreto. Lemos nos versos 14 e 15: ―O rei ficou muito penalizado, e a favor de Daniel propôs no coração livrá-lo, e até ao pôr-do-sol trabalhou por salvá-lo.‖ O rei percebeu: Ei! Eles me enganaram. Quero livrar Daniel deste problema. Ele não é um rebelado. ―Então aqueles homens foram juntos ao rei, e lhe disseram: Sabe, ó rei, que é uma lei dos medos e dos persas que nenhum interdito ou decreto, que o rei estabeleça, se pode mudar.‖ A lei dizia que nem mesmo o rei podia modificar a lei, e se ele o fizesse, seria deposto. Dario não estava disposto a arriscar o próprio pescoço por Daniel. Então eles trouxeram Daniel e o lançaram na cova dos leões. Uma situação impossível. Leões famintos, ferozes e cruéis esperando no fundo da cova e Daniel é lançado dentro dela. Uma grande pedra foi trazida e a abertura do fosso selada. O rei sela com o seu anel. O verso 18 é clássico: ―Então o rei se dirigiu ao seu palácio, e passou a noite em jejum, e não deixou trazer à sua presença instrumentos de música. E fugiu dele o sono.‖  
 
O rei Dario foi para casa naquela noite com a consciência pesada, porque sabia que não agira de modo justo com Daniel. Gotas de suor brotavam-lhe da fronte e rolavam-lhe pelas faces. O estômago doía e ele estava inquieto. Enquanto caminhava pelos corredores do palácio e seus servos se inclinavam diante dele, dizia malhumorado: ―Saiam do meu caminho.‖ Ele estava muito preocupado. Os servos servem-lhe o jantar e insistem para que coma: ―Majestade, aqui está seu jantar.‖ Sua resposta: ―Não quero nada. Tirem esse porco assado daqui. Não quero comer nada esta noite.‖ O rei foi para sua cama e um servo sorridente veio servir-lhe a última refeição: ―Aqui está seu chá com bolachas.‖ ―Não quero nada.‖ — responde enfastiado o monarca. Ele veste seu pijama real, põe-se sob os lençóis de seda e apóia a cabeça no travesseiro. Então veio o músico real tocando acalantos para relaxar o rei, mas esse o despede com rudeza: ―Saia daqui!‖  
 
A Bíblia diz que ele jejuou aquela noite, que não quis ouvir música e ficou agitado a noite inteira. Gira para um lado, gira para o outro… Pode você imaginar a cena? Estava em seu magnífico palácio e não podia dormir. Mesmo que a orquestra real tocasse durante toda a noite, ele não podia repousar.  
 
Lá estava Daniel numa cova imunda, fétida e abafada. O profeta repousa sua cabeça num velho e roto trapo que não era lavado talvez há seis meses ou até mesmo seis anos, e adormece tranqüilo, enquanto o rei, no palácio, em pijama real, agitado e virando toda a noite não pode dormir nem um minuto. E bom lembrar que não é a casa onde você vive que lhe permite dormir como uma criança. É a paz concedida por Deus que faz você dormir. Nosso Senhor Jesus Cristo disse: ―Olhem para mim; perfeita paz lhes dou. Minha paz dou a vocês.‖  
 
Muitas pessoas no mundo pensam que só terão paz se possuírem alguma coisa. Se eu tiver uma casa nova ela me trará paz;, se eu tiver um carro novo ele me trará paz; se tiver sapatos novos eles me trarão paz; se tiver uma roupa nova ela me trará paz; se tiver uma nova esposa ela me trará paz. Conheço muitas pessoas assim. Sempre lhes está faltando alguma coisa para conseguir a paz. Assim pensam.  
 
Paz não procede de algo físico, palpável, visível, concreto. Existem pessoas que são movidas por este pensamento: ―Se eu puder conseguir, se eu puder comprar, se for a outra festa, terei paz, serei feliz.‖ Acontece que paz é algo interior. Paz, paz que se origina em Deus, é conforto para o espírito desassossegado. Ela é concedida somente por Deus. Não surpreende que Daniel, apesar de lançado cruelmente numa cova de leões fétida, abafada e nauseante, tenha tido a paz de Deus em seu coração e nada temeu, porque ele sabia que agira honesta e corretamente e tinha certeza que aqueles grandes gatos iriam deitar-se e dormir a noite toda. Contraste gritante viveu o rei Dario, preocupado, ansioso, tenso, apesar de habitar num belíssimo palácio. Não lhe faria diferença a moradia real, nem os régios cofres abarrotados de jóias e riquezas. Ele não podia dormir apesar de todos os confortos e segurança física.  
 
A Verdadeira Paz é Sobrenatural
 
Quando você conhece a Deus, Ele lhe proporciona paz ao coração. Deus e Sua paz nos capacitam a enfrentar as situações difíceis com confiança e alegria. Se a paz e a alegria dependem sempre das experiências que você está tendo no momento, você estará como que no tombadilho de um navio em alto mar, durante terrível tempestade, oscilará como um barco fustigado por ondas de doze metros. Se experiência for boa, você estará bem, se má, você ficará mal. Agora, se sua paz não depende do que está acontecendo ao redor, mas do que sucede em seu coração; se o reino de Deus está bem arraigado no íntimo e Jesus vive dentro de você, essa paz, verdadeira, legítima, perdurável, irá enchê-lo de vida e fá-lo-á feliz.  Leiamos Daniel, capítulo 6, versos 19 e 20: ―O meu Deus enviou o seu anjo, e fechou a boca dos leões, para que não me fizessem dano.‖ Quando os leões da vida, da tentação, da ira, da amargura, do ressentimento, da depressão, do desânimo, rugirem ameaçadores, não tema, tenha paz, Deus é um domador de leões.  
 
Por ventura você já chegou a abraçar um leão alguma vez? Já? Eu já…, uma vez. Quando comecei a trabalhar na televisão, nosso produtor, David Jones, disse-me: ―Mark, você fará um programa, uma série sobre o livro de Daniel, inclusive a história da cova dos leões.‖ Prosseguiu: ―Tenho uma idéia! Quero trazer um leão de verdade para os estúdios.‖ Aí perguntei-lhe: ―Você tem seguro?‖ Sua convicção era firme: ―Traremos o leão para o estúdio‖. E um dia eles trouxeram o leão… e era de verdade. Alguém chegou a perguntar: ―Vocês sedaram o leão?‖ Não, eles não doparam o bicho… e nem a mim. O domador veio ao estúdio com o leão preso a uma corrente. O leão arrastava o rapaz e eu confesso que fiquei um pouco nervoso.  
 
Então o domador me disse: ―Pr. Finley, coloque um temo velho quando o senhor estiver com o leão. Isso é para o caso de o bichano pular no senhor. Não quero que ele estrague um bom temo.‖ Então emendei: ―… E uma boa pessoa? Um bom temo não interessa!‖ Daí ele disse: ―Vou soltar o leão no palco e ele irá se deitar. Mas, nunca passe pela frente dele. Você chegará perto, por trás do animal e colocará seus joelhos nas suas costas e as mãos ao redor de sua cabeça.‖ A cabeça dos leões é imensa. O ―rei das selvas‖ pode pesar entre 230 e 270kg. O domador continuou as instruções: ―Aí massageie as laterais de sua cabeça. Ele vai gostar disso e você sentirá seu pescoço movimentar-se. Se ele gostar do que você estiver fazendo, inclinará a cabeça para trás e abrirá a boca. Não fique nervoso.‖ Eu lhe disse: ―Você me diz para não ficar nervoso?‖ Eu me lembro do primeiro dia em que fizemos a gravação com o leão. Eu me ajoelhei por trás dele, coloquei meus joelhos nas suas costas e fiquei assim. O produtor do programa, vendo-me receoso, estimulava: ―Chegue mais perto dele.‖ E eu cheguei um pouquinho mais perto e tentei tocá-lo, e o produtor disse: ―Não assim… mais perto, mais perto. Está muito longe. Há muito espaço ainda.‖  
 
Finalmente cheguei bem perto e comecei a massagear sua cabeça. O leão virou-se para trás e abriu a bocarra. Sabe por que o leão fez aquilo? Acha que se eu tivesse encontrado um leão na floresta ele reagiria assim? O que você me diz? Se fosse em seu habitat natural, por certo eu não estaria aqui para contar a história. A razão de o grande felino ter reagido assim era que ele tinha um domador. O domador tem tamanho poder sobre o animal, que eu pude tocar o leão.  
 
Daniel ficou dentro da cova dos leões, mas tinha um Domador ali presente, um Domador que tornou os leões inofensivos. Existe, sim, um alguém que domestica as mais rapinantes feras e Ele está vigilante por você neste momento. Quem sabe você esteja enfrentando alguns ―leões‖ da tentação, problemas difíceis e intrincados a tal ponto que se assemelham a cova de leões ferozes e famintos. Talvez você tenha sido lançado num fosso do sentimento de perda e lutado contra ―leões‖ os quais não pode dominar. O leão da adversidade parece estar rugindo nos seus ouvidos, e hoje você pede: ―Senhor, doma o leão. Acalma a tempestade. Fecha a boca do leão.‖ E Deus, o grande Domador, vem para a sua cova dos leões e faz todos aqueles grandes gatos dormir.  
 
Agradeço a Deus por Ele continuar a domar leões, por fechar-lhes a boca mortal, por tornar esses grandes gatos de minha vida inofensivos. Ele fez isso por Daniel e certamente fará por você também.  
 
Oremos: ―Pai Nosso que está nos céus, Tu és o grande domador de leões e quando a vida se torna dura e o caminho longo, os dias difíceis e o leão parece rugir ameaçadoramente em nossos ouvidos, Tu lhe fechas a boca e nos concede paz em meio à tempestade.
 
Agradecemos-Te muito porque estás conosco e podemos chamar-Te desde o fundo de nossos corações, justamente quando precisamos, exatamente quando cometemos erros e temos medo. Obrigado por isso, querido Deus; em nome de Jesus, amém.
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